Lembra dele? Chimpanzé que viveu ao lado de Michael Jackson passa aposentadoria longe dos holofotes

Quase 20 anos após deixar a indústria do entretenimento, Bubbles vive em um santuário na Flórida cercado por cuidados, brincadeiras e muita tranquilidade

Quase duas décadas depois de se despedir dos holofotes, Bubbles, o chimpanzé que se tornou um dos companheiros mais conhecidos de Michael Jackson nos anos 1980, leva uma vida completamente diferente daquela que o transformou em celebridade mundial.

Hoje, aos 43 anos, o primata vive no Center for Great Apes, um santuário localizado na Flórida, nos Estados Unidos, dedicado ao cuidado de chimpanzés e orangotangos resgatados de situações de exploração, entretenimento ou cativeiro inadequado.

A rotina tranquila do animal foi acompanhada de perto pelo biólogo brasileiro Vinícius Chagas, de Campinas (SP), que atuou como voluntário no local em 2023.

Segundo ele, Bubbles passa os dias entre brincadeiras, atividades cognitivas, alimentação balanceada, pintura e interação com outros chimpanzés, em um ambiente voltado exclusivamente ao bem-estar dos animais.

” A finalidade do santuário é prover uma aposentadoria digna para esses primatas, em um ambiente tranquilo, sem fatores estressores”, explicou o biólogo.

Bubbles nasceu em 1983 e passou a viver com Michael Jackson ainda filhote. Durante anos, acompanhou o cantor em aparições públicas, entrevistas, sessões de fotos e até viagens internacionais, tornando-se uma das figuras mais curiosas da cultura pop da época.

Com o crescimento natural da espécie e o aumento da força física do animal, ele deixou de conviver diretamente com humanos e foi transferido para cuidados especializados. Em 2005, chegou ao santuário onde permanece até hoje.

Uma das características que mais chamam atenção atualmente é a relação do chimpanzé com as câmeras. Apesar de ter crescido cercado por fotógrafos e jornalistas, Bubbles evita ser fotografado.

“Ele tem uma aversão muito grande a flash e câmera. Ele realmente não gosta”, contou Vinícius.

Mesmo assim, o primata continua bastante sociável. Segundo os cuidadores, ele gosta de interagir com visitantes, fazer brincadeiras e observar a movimentação ao seu redor.

Além disso, Bubbles ocupa uma posição de liderança entre os chimpanzés do grupo em que vive. De acordo com o biólogo, ele é considerado o macho alfa do bando e costuma participar da resolução de conflitos entre os outros animais.

Outro destaque da rotina é a pintura. O chimpanzé desenvolveu o hábito de criar telas coloridas e, segundo o santuário, costuma trabalhar nas obras até considerar que estão concluídas.

A alimentação também é planejada individualmente. Cada animal possui uma ficha com preferências e restrições específicas, recebendo uma dieta composta por frutas, verduras, legumes e ração própria para primatas.

A história de Bubbles voltou a despertar curiosidade recentemente com o lançamento da cinebiografia “Michael”, que retrata a trajetória do Rei do Pop e relembra personagens marcantes de sua vida pessoal.

Longe das multidões e das lentes que marcaram sua juventude, o chimpanzé mais famoso da música vive hoje uma rotina bem diferente: silenciosa, protegida e cercada de cuidados.

 

Com Informações do G1

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus