Petróleo despenca mais de 10% após reabertura de rota estratégica no Oriente Médio

Liberação do Estreito de Ormuz durante trégua entre Irã e Estados Unidos reduz pressão sobre oferta global e impacta cotações

A reabertura do Estreito de Ormuz, responsável por mais de 20% do transporte global de petróleo, provocou uma forte reação no mercado internacional nesta sexta-feira, 17, com queda superior a 10% nos preços da commodity.

A movimentação ocorre após o anúncio de cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã, que permitiu a retomada da circulação de navios comerciais na região. Durante o dia, o barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a ser negociado abaixo dos US$ 90, atingindo o menor patamar em mais de um mês. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou mais de 11%, acompanhando o movimento de alívio no mercado.

A decisão foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que confirmou a liberação da passagem marítima durante o período de trégua. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a importância da medida para a estabilidade do comércio internacional, embora tenha mantido o bloqueio naval em áreas adjacentes.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos logísticos do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Qualquer restrição na região impacta diretamente o fluxo de petróleo exportado por países como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

A reabertura ocorre em um contexto mais amplo de redução de tensões no Oriente Médio, que inclui um cessar-fogo temporário entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos. Mesmo com a queda registrada, analistas apontam que os preços seguem acima dos níveis observados no início do ano, e o cenário ainda depende da manutenção da trégua na região.

Com Informações do G1 e Reuters

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus