BNDES garante R$ 4,1 bilhões da Europa para fundo climático e projetos verdes no Brasil

Aporte internacional amplia orçamento do Fundo Clima e reforça investimentos em mobilidade sustentável, energia limpa e bioeconomia

O BNDES captou mais R$ 4,1 bilhões junto a instituições financeiras europeias para financiar projetos ambientais no Brasil, com foco no Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e iniciativas de mobilidade sustentável. O acordo foi fechado durante a Hannover Messe, em Hanôver, na Alemanha.

Do total captado, cerca de R$ 3 bilhões serão destinados ao Fundo Clima, enquanto R$ 1,1 bilhão será aplicado em projetos de transporte sustentável. Este é o primeiro aporte direto da Alemanha no fundo, considerado um dos principais instrumentos da política climática brasileira.

O Fundo Clima, criado em 2009, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e administrado pelo BNDES, com objetivo de financiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, incluindo projetos de energia renovável, reflorestamento e economia de baixo carbono. O acordo envolve instituições como o banco alemão KfW, a Agence Française de Développement, a Cassa Depositi e Prestiti e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Com o novo aporte, o orçamento do Fundo Clima para 2026 chega a R$ 27 bilhões, ampliando a capacidade de financiamento de projetos voltados à transição energética, infraestrutura resiliente, bioeconomia e economia circular. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a captação internacional reforça a estratégia de cooperação com parceiros europeus.

“Iniciativas como o aporte de parceiros estrangeiros no Fundo Clima reiteram nossa visão de um desenvolvimento alinhado à transição ecológica global”, declarou.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou a ampliação dos investimentos no setor.

“A decisão da Alemanha em investir cerca de R$ 3 bilhões no Fundo Clima demonstra confiança no plano brasileiro. Nos últimos anos, os recursos saíram de cerca de R$ 500 milhões anuais para R$ 27 bilhões em 2026”, afirmou.

Os recursos devem impulsionar projetos em áreas estratégicas como energias renováveis, mobilidade sustentável e inovação tecnológica, além de fortalecer a agenda de redução de emissões de gases de efeito estufa no país.

O acordo também ocorre em meio à estratégia do Brasil de ampliar sua participação global na agenda ambiental e atrair investimentos internacionais para projetos ligados à economia verde.

Com Informações do Site O Globo

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus