O alpinista indiano Madhusudan Patidar, de 29 anos, perdeu o dedo mínimo da mão esquerda após sofrer congelamento durante uma escalada no Monte Everest. O incidente ocorreu em abril, quando ele retirou a luva por cerca de quatro minutos para ajustar o equipamento de câmera em uma área acima dos 8 mil metros de altitude.
Na região, conhecida como “zona da morte”, a combinação de baixa concentração de oxigênio e temperaturas extremas aumenta o risco de lesões graves. Segundo o alpinista, a exposição ocorreu em um ambiente com cerca de -35°C, o que foi suficiente para provocar congelamento severo.
Após o episódio, Patidar seguiu a descida até o acampamento base, onde identificou sinais de agravamento no dedo atingido, com queimaduras de frio em estágio avançado. Sem acesso imediato a atendimento médico adequado na montanha, ele continuou o retorno, o que contribuiu para a progressão da lesão.
Tratamento e amputação
De volta à Índia, o alpinista não realizou tratamento imediato por limitações financeiras. Mesmo com o dedo comprometido, ele continuou a participar de escaladas nos meses seguintes. Após três meses, a equipe médica indicou a amputação devido à necrose.
Patidar relatou que o impacto do episódio foi maior no aspecto psicológico. Ele afirmou que a experiência alterou sua tomada de decisão durante expedições e passou a alertar outros praticantes sobre os riscos em ambientes de alta altitude.
Condições extremas no Everest
Localizado na cordilheira do Himalaia, na fronteira entre Nepal e China, o Monte Everest tem 8.848 metros de altitude e pode registrar temperaturas inferiores a -60°C no topo. A região acima dos 8 mil metros é caracterizada por níveis reduzidos de oxigênio, o que limita a permanência humana e aumenta o risco de hipóxia, congelamento e outros problemas.
A montanha foi escalada pela primeira vez em 1953 por Edmund Hillary e Tenzing Norgay. Desde então, segue como destino de expedições, com registro recorrente de incidentes associados às condições do ambiente.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






