Dourados decreta calamidade por chikungunya e inicia vacinação na próxima segunda-feira

O município de Dourados (MS) decretou situação de calamidade em saúde pública devido ao avanço da chikungunya. A cidade registra mais de 2 mil casos confirmados e oito mortes. A vacinação começa na próxima segunda-feira (27).

O município de Dourados decretou situação de calamidade em saúde pública após o aumento expressivo de casos de chikungunya. A cidade, que já soma mais de 2 mil confirmações e oito mortes, dará início à vacinação contra a doença na próxima segunda-feira (27).

A decisão ocorre após a intensificação da epidemia no município, que inicialmente estava concentrada na Reserva Indígena de Dourados e passou a atingir também bairros da área urbana.

Antes do decreto de calamidade, a prefeitura já havia publicado outras medidas, incluindo situação de emergência em saúde pública e em defesa civil nas áreas mais afetadas.

De acordo com a administração municipal, o cenário atual foi classificado como crítico, com mais de 6 mil casos prováveis, taxa de positividade de 64,9% e sobrecarga na rede de saúde, que registra ocupação de leitos em torno de 110%.

As ações de enfrentamento são coordenadas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), responsável por monitorar e organizar as estratégias de resposta à doença no município.

O decreto de calamidade tem validade inicial de 90 dias.

Vacinação começa na próxima semana

A campanha de vacinação contra chikungunya está prevista para iniciar na segunda-feira (27). As doses chegaram ao município na última semana e serão distribuídas às unidades de saúde nos próximos dias.

Antes do início da aplicação, profissionais de enfermagem passam por capacitação para orientar a população e avaliar possíveis contraindicações.

A imunização será destinada a pessoas com idade entre 18 e 59 anos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. A meta inicial é vacinar cerca de 43 mil pessoas, equivalente a aproximadamente 27% do público-alvo.

Contraindicações da vacina

A aplicação não é indicada para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento oncológico com quimioterapia ou radioterapia, transplantados recentes, pessoas com HIV/aids, doenças autoimunes ou condições crônicas associadas, entre outros grupos definidos em protocolo.

Também há restrições para quem teve chikungunya recentemente ou recebeu outras vacinas em períodos específicos anteriores à imunização.

Estratégia de imunização

A vacinação será realizada de forma gradual, com avaliação prévia dos pacientes. O município prevê ainda ações em formato drive-thru, programadas para o feriado de 1º de maio, além da distribuição das doses para todas as unidades de saúde, incluindo áreas indígenas.

A vacina contra chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2025 e está sendo incorporada de forma estratégica em municípios com maior risco de transmissão.

Dados da doença no município

Até o último levantamento, Dourados registrava cerca de 4.972 casos prováveis, sendo 2.074 confirmados, além de casos em investigação e descartados. Oito mortes foram confirmadas em decorrência de complicações da doença.

Contexto da chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A infecção pode causar febre e dores articulares intensas, com possibilidade de evolução para quadros graves.

Desde sua introdução no Brasil em 2014, a doença se espalhou por diferentes regiões do país, com registros em todos os estados.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.