Marinha prevê gasto de R$ 1,4 milhão com transporte fluvial de militares em eleições na Amazônia

A Marinha do Brasil estima investir cerca de R$ 1,4 milhão no transporte de militares por meio de embarcações do tipo voadeira durante as eleições de 2026 em áreas remotas da Amazônia. A operação atenderá regiões de difícil acesso.

A Marinha do Brasil prevê a contratação de transporte fluvial no valor de R$ 1,4 milhão para deslocamento de militares durante as eleições em áreas isoladas da Amazônia. As embarcações, conhecidas como voadeiras, serão utilizadas em regiões de difícil acesso no estado do Amazonas.

A contratação faz parte da Operação de Garantia de Votação e Apuração (GVA) de 2026, voltada ao apoio logístico durante o período eleitoral em localidades da região amazônica.

O planejamento prevê a utilização de embarcações do tipo voadeira, com capacidade para até 12 militares, destinadas ao transporte de efetivos e materiais em áreas ribeirinhas. O edital foi dividido em 32 lotes, com valores variando entre R$ 6 mil e R$ 82 mil por lote.

As embarcações deverão atender especificações técnicas, incluindo aproximadamente 7 metros de comprimento, até 2,3 metros de largura e capacidade de carga de 1.200 quilos, descontado o combustível. Também estão previstas exigências de segurança, como coletes salva-vidas, seguros e habilitação dos condutores.

Logística eleitoral na Amazônia

Segundo a Marinha, a operação será executada em apoio ao deslocamento de militares do 5º Batalhão de Infantaria de Selva da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, sediado em São Gabriel da Cachoeira, com atuação em comunidades ribeirinhas e indígenas.

O planejamento considera as características geográficas da região, marcada pela predominância de transporte fluvial. As ações incluem o apoio ao transporte de urnas eletrônicas e equipes de mesários em locais de difícil acesso.

A operação também ocorre em articulação com demandas da Justiça Eleitoral e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reforço da segurança durante o pleito em áreas consideradas sensíveis.

Planejamento e justificativas logísticas

De acordo com o estudo técnico da contratação, a escolha do modal fluvial leva em consideração a extensão territorial da Amazônia e a limitação de infraestrutura terrestre em diversas localidades.

O documento também menciona a necessidade de complementar os meios logísticos disponíveis, devido às condições operacionais da região, para garantir o deslocamento de pessoal e materiais durante o período eleitoral.

A operação integra diretrizes de planejamento das Forças Armadas para apoio logístico em processos eleitorais em áreas remotas do país.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.