O plano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de usar receitas extras geradas pela alta do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis tem gerado reação no mercado financeiro. A proposta prevê direcionar o aumento da arrecadação para conter o preço do diesel e da gasolina no país.
Especialistas avaliam que a medida pode dificultar o cumprimento das metas fiscais. Para o economista Paulo Gala, a destinação dos recursos exige cautela.
“Os ganhos extraordinários deveriam ser usados com responsabilidade fiscal, ajudando a equilibrar as contas públicas”, avalia.
Analistas do setor de óleo e gás também apontam preocupação com o uso desses recursos. A analista Helena Kelm destaca que o cenário internacional exige previsibilidade.
“O ambiente é de incerteza e decisões fiscais precisam considerar os impactos no médio prazo”, afirma .
A alta do petróleo está ligada às tensões no mercado internacional, especialmente envolvendo o Irã, o que pressiona os preços globais da commodity e amplia a arrecadação de tributos no Brasil.
A equipe econômica defende que a proposta busca aliviar o impacto direto no bolso do consumidor. A medida ainda será analisada no Congresso Nacional, em meio ao debate entre controle de preços e responsabilidade fiscal.
Com Informações do UOL
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






