Emirados Árabes deixam Opep a partir de 1º de maio e redesenham estratégia do petróleo

Saída anunciada pelo governo será oficializada no Dia do Trabalhador e reflete mudança econômica de longo prazo

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a Opep a partir de 1º de maio de 2026, data que coincide com o Dia do Trabalhador. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 28, pela agência estatal WAM e inclui também a saída da Opep+, aliança que reúne grandes produtores globais.

Em comunicado oficial, o governo afirmou que a medida está alinhada a uma “visão estratégica e econômica de longo prazo”, com foco no desenvolvimento do setor energético nacional e na ampliação dos investimentos em produção doméstica.

A decisão representa uma mudança relevante no cenário internacional, já que a Opep responde por cerca de 36% da produção mundial de petróleo e concentra quase 80% das reservas comprovadas. A saída ocorre em meio a divergências sobre cotas de produção dentro do grupo.

Os Emirados vinham pressionando por limites mais altos de produção, acompanhando a expansão de sua capacidade energética. A restrição imposta pelo cartel era vista como um entrave ao crescimento do setor no país.

Fundada em 1960 por países como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Venezuela e Kuwait, a Opep coordena políticas de produção para influenciar preços e oferta global. Os Emirados Árabes Unidos ingressaram no grupo em 1967.

A saída também impacta a Opep+, aliança criada em 2016 que reúne países como Rússia, México e Cazaquistão, ampliando a articulação entre grandes produtores. O movimento é acompanhado pelo mercado internacional, que avalia possíveis efeitos sobre preços, oferta e o equilíbrio global de energia.

Com Informações do G1 e CNN Brasil

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus