O Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas determinou o afastamento imediato de John Textor da administração da SAF do Botafogo. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24), após pedido da Eagle Bidco, sócia majoritária da empresa.
Com a medida, foi cancelada a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para o dia 27 de abril, que discutiria os rumos da sociedade. O tribunal também considerou a tentativa anterior de realização da assembleia, no dia 21.
A decisão tem caráter provisório e poderá ser revista no dia 29 de abril, após manifestação das partes envolvidas. No último sábado, a Eagle voltou a acionar o tribunal pedindo a saída de Textor. O clube social apoiou o pedido.
Antes da decisão arbitral, a SAF do Botafogo protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro, obtendo decisão parcialmente favorável. Segundo fontes ligadas à Eagle, a iniciativa contrariou a vontade dos acionistas e violou a jurisdição arbitral.
Na decisão, o tribunal afirmou que as medidas adotadas pela SAF sob gestão de Textor “têm o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e à comunidade de torcedores”. O documento também aponta que decisões vinham sendo tomadas sem consulta prévia aos acionistas.
O despacho determina o afastamento automático do dirigente e a suspensão da AGE até nova convocação por uma futura gestão. O tribunal destacou que a medida é de caráter conservatório até nova análise do caso.
Nos bastidores, um ex-presidente do Botafogo é apontado como favorito para assumir interinamente o comando da SAF no lugar de Textor, enquanto o impasse societário segue em discussão.

O Tribunal Arbitral da FGV atua como instância privada de resolução de conflitos e foi escolhido pelas partes para conduzir a disputa societária. Suas decisões têm efeito equivalente ao de sentença judicial.
Com informações da Agência Brasil e O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






