R$ 120 mil de multa ambiental serão usados na proteção de tartarugas e tracajás no AM

Recursos serão destinados à compra de combustível e apoio logístico para ações de monitoramento de quelônios em comunidades ribeirinhas

Uma multa ambiental aplicada pelo Ibama será transformada em investimento para reforçar a proteção de tartarugas, tracajás e outras espécies de quelônios no Amazonas. Ao todo, R$ 119,9 mil serão destinados às ações do Programa Quelônios da Amazônia (PQA), que atua em municípios do interior do estado com monitoramento de praias de desova e preservação de ninhos.

O recurso será utilizado principalmente na compra de combustível para embarcações usadas pelas equipes de campo e pelas comunidades ribeirinhas que participam das ações de conservação.

Segundo o Ibama, mais de R$ 118 mil serão aplicados na aquisição de 13,4 mil litros de gasolina comum. Outros R$ 963 serão usados na compra de bombonas para armazenamento e transporte do combustível em áreas de difícil acesso.

As ações vão atender municípios como Careiro Castanho, Itacoatiara, Novo Airão, Itamarati e Eirunepé, onde o programa mantém atividades permanentes de manejo e acompanhamento das espécies.

Criado em 1979, o Programa Quelônios da Amazônia atua na proteção de animais como a tartaruga-da-Amazônia, o tracajá e o pitiú, espécies ameaçadas principalmente pela caça ilegal, retirada de ovos e degradação ambiental.

Além da preservação da fauna, o projeto também envolve moradores de comunidades ribeirinhas, que ajudam no monitoramento das áreas de reprodução e na proteção dos ninhos durante o período de desova. O superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, afirmou que o reforço nas ações deve ampliar a capacidade de atuação do programa nas comunidades do interior.

“O manejo de quelônios coopera para o engajamento das comunidades nas iniciativas de preservação, promove a educação ambiental e fortalece as ações de conservação no Amazonas”, destacou.

O Ibama informou que o combustível é considerado essencial para manter as operações em regiões onde o deslocamento acontece quase exclusivamente por rios.

A iniciativa faz parte do mecanismo de conversão de multas ambientais, que permite transformar penalidades aplicadas por infrações em investimentos voltados à recuperação e preservação do meio ambiente.

Com Informações do Ibama

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus