O Brasil alcançou a marca de 82,2 milhões de pessoas inadimplentes em março de 2026, segundo levantamento divulgado pela Serasa nessa terça-feira, 5. O número representa uma alta de 1,35% em relação ao mês anterior e indica que mais da metade da população adulta brasileira enfrenta problemas financeiros.
De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas, 50,5% dos adultos no país possuem algum tipo de dívida negativada. Entre os principais débitos, o setor financeiro concentra 47% das pendências registradas.
O cartão de crédito aparece como principal responsável pelo endividamento bancário dos brasileiros, citado por 73% dos entrevistados. Em seguida aparecem os empréstimos pessoais, com 56%, e o uso do limite da conta ou cheque especial, mencionado por 33%.
A pesquisa também revela o peso das dívidas acumuladas no orçamento das famílias. Entre os consumidores endividados no cartão de crédito, 37% possuem débitos superiores a R$ 10 mil. Outros 36% afirmaram conviver com as pendências financeiras há mais de dois anos. Segundo a diretora da Serasa, Aline Maciel, o uso frequente do crédito rotativo tem contribuído para o prolongamento das dívidas.
“Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo”, afirmou.
O levantamento mostra ainda que 38% dos brasileiros atribuem o endividamento bancário ao desemprego ou à perda de renda.
Entre os fatores que levaram ao acúmulo das dívidas, os entrevistados apontaram principalmente o pagamento de contas básicas e a tentativa de quitar outras pendências financeiras. A pesquisa indica que despesas essenciais, como alimentação, saúde e contas domésticas, têm sido financiadas por meio do crédito.
“A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia. Quando despesas essenciais passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente”, destacou Aline Maciel.
Com Informações da Serasa
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






