Pesquisadores ligados à Fiocruz tiveram concedida uma patente nos Estados Unidos para um método de tratamento da malária baseado no composto DAQ, estudado por sua atuação contra formas resistentes da doença. O trabalho reúne análises sobre o comportamento da substância em diferentes estágios do parasita responsável pelos casos mais graves.
O método foi desenvolvido a partir de estudos sobre o Plasmodium falciparum, parasita associado às manifestações mais severas da malária, com foco na capacidade do composto de interferir em mecanismos de sobrevivência do microrganismo.
Reavaliação de composto estudado desde o século passado
O DAQ já havia sido descrito em pesquisas desde a década de 1960, mas voltou a ser investigado com técnicas mais recentes de química e biologia molecular. A retomada permitiu identificar características estruturais associadas à ação sobre parasitas resistentes a medicamentos.
Ação no ciclo do parasita
Os estudos indicam que o composto interfere em um processo essencial do parasita durante a digestão da hemoglobina humana, bloqueando a neutralização de substâncias tóxicas e levando à eliminação do microrganismo.
Os testes apontaram ação em fases iniciais da infecção e eficácia tanto contra cepas sensíveis quanto resistentes do Plasmodium falciparum, além de sinais de atividade contra o Plasmodium vivax, comum no Brasil.
Colaboração e próximos passos
As pesquisas envolveram instituições como University of California San Francisco, Universidade Federal de Alagoas e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com continuidade na Universidade Federal de São Paulo.
Apesar dos resultados, o uso do composto como medicamento ainda depende de etapas como testes de segurança, definição de doses e desenvolvimento farmacêutico. A patente é válida até setembro de 2041.
Com Informações da Agência Brasil
Foto: Alex Pazuello
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






