O economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido nacionalmente como Chico Lopes, morreu nesta sexta-feira, 8, no Hospital Pró-Cardíaco, no bairro Botafogo, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela família em comunicado oficial. A unidade de saúde não informou a causa.
Nascido em 1945, Chico Lopes teve atuação marcante na formulação da política econômica brasileira, especialmente durante os anos de combate à inflação nas décadas de 1980 e 1990. Ele ocupou cargos estratégicos no governo federal e no Banco Central, além de participar da consolidação de mecanismos que seguem em funcionamento até hoje no sistema financeiro nacional.
Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o economista também concluiu mestrado pela Fundação Getulio Vargas e doutorado na Universidade Harvard. Ao longo da carreira, atuou como professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade de Brasília, além de fundar a consultoria Macrométrica.
Chico Lopes passou pelo Ministério da Fazenda em 1987 e integrou a diretoria do Banco Central entre 1995 e 1998. Em janeiro de 1999, assumiu interinamente a presidência da instituição durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em um dos momentos mais delicados da economia brasileira.
Naquele período, o país enfrentava uma forte crise cambial e iniciou a transição do regime de câmbio administrado para o câmbio flutuante. A passagem de Chico Lopes pelo Banco Central também coincidiu com a operação de socorro aos bancos Marka e FonteCidam, episódio que gerou investigações e repercussão nacional devido aos prejuízos causados à instituição financeira federal.
Apesar das polêmicas, o economista ficou marcado pela criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão responsável pelas decisões sobre a taxa básica de juros do país, a Selic.
Em nota de pesar, o Banco Central destacou que Chico Lopes teve papel importante no enfrentamento da inflação crônica brasileira e ajudou a estruturar mecanismos que deram maior previsibilidade e transparência à política monetária nacional.
O economista também participou de debates e formulações ligados aos planos econômicos Cruzado e Bresser, além de contribuir para a consolidação do Plano Real nos anos 1990. O velório será realizado neste sábado (9), no Cemitério do Caju. A cerimônia de despedida começa às 13h, e a cremação está marcada para as 16h. Chico Lopes deixa a esposa, três filhos e sete netos.
Com Informações do D24am
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






