Amazonas tem uma das menores rendas per capita do país, aponta IBGE

Dados da PNAD Contínua do IBGE mostram que o Amazonas registrou renda média per capita de R$ 1.450, ocupando a quinta posição entre os menores valores do Brasil. O estado permanece abaixo da média nacional e apresenta forte dependência de programas sociais na composição da renda da população.

O Amazonas registrou renda média per capita de R$ 1.450 no último levantamento do IBGE, o que coloca o estado entre os cinco menores do país. O índice está abaixo da média nacional e evidencia diferenças em relação a outras unidades da federação, segundo dados da PNAD Contínua.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua, divulgou dados sobre a renda per capita no Brasil e apontou que o Amazonas registrou média de R$ 1.450 por pessoa no último período analisado. O valor coloca o estado na 23ª posição do ranking nacional, à frente apenas de Pará, Alagoas, Ceará, Acre e Maranhão.

A média amazonense fica abaixo da média nacional, que é de R$ 2.264. Entre os estados com maiores rendas per capita estão o Distrito Federal (R$ 4.401), São Paulo (R$ 2.862) e Rio Grande do Sul (R$ 2.772).

O levantamento também indica que o rendimento médio mensal real no Amazonas foi de R$ 2.527 em 2025, inferior à média do país (R$ 3.367) e da Região Norte (R$ 2.572). Apesar disso, houve crescimento em comparação a 2019, quando o valor era de R$ 2.253.

Segundo a pesquisa, a proporção de pessoas com algum tipo de rendimento no estado passou de 48% em 2012 para 57,4% em 2025. No mesmo período, a participação de rendimentos provenientes do trabalho regular subiu de 36% para 41,4%.

Por outro lado, a participação de outras fontes de renda também aumentou, passando de 16,7% para 22,7%. Dentro desse grupo, os programas sociais representam 13,7% da renda da população em 2025, superando aposentadorias e pensões, que correspondem a 7,4%.

Na Região Norte, cerca de 60% da população declarou possuir algum rendimento em 2025, percentual inferior à média nacional de 67,2%. O rendimento do trabalho responde por 42,7% da renda regional, enquanto outras fontes representam 25,1%.

Entre as demais fontes, os programas sociais tiveram crescimento e alcançaram 13,7% da população no Norte, com destaque também para aposentadorias e pensões, que correspondem a 8,7%. Aluguel e arrendamento aparecem com apenas 1% da população, o menor índice do país.

Os dados também mostram que o Amazonas ampliou a parcela da população com algum tipo de renda ao longo dos anos, mas ainda apresenta diferença em relação às médias nacionais, além de maior participação de transferências sociais na composição da renda.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.