“Primeira lista sêxtupla com paridade de gênero da história”, destaca presidente da OAB-AM sobre votação do Quinto Constitucional

Durante a votação do Quinto Constitucional, realizada nesta quinta-feira (14), na Arena da Amazônia, o presidente da OAB Amazonas, Jean Cleuter, destacou que esta será a primeira lista sêxtupla com paridade de gênero da história da seccional. O dirigente também defendeu a participação da advocacia no processo e afirmou que o mecanismo “oxigena” o Tribunal de Justiça do Amazonas.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Jean Cleuter, afirmou na manhã desta quinta-feira (14) que a consulta pública do Quinto Constitucional marcará um momento histórico para a advocacia amazonense com a formação da primeira lista sêxtupla com paridade de gênero da história da seccional.

A votação já está acontecendo na Arena da Amazônia e segue até às 17h, reunindo advogados aptos a participar da escolha dos nomes que irão disputar a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

“Vai ser a primeira lista sêxtupla com paridade de gênero da história da seccional Amazonas”, destacou Jean Cleuter durante entrevista a emissra Onda Digital.

A declaração reforça uma das principais bandeiras apresentadas pela atual gestão da OAB-AM durante o processo de escolha da lista sêxtupla: ampliar a representatividade dentro da advocacia amazonense e fortalecer a participação feminina nos espaços de poder do sistema de Justiça.

Além da questão da paridade, o presidente também enfatizou o caráter democrático da consulta pública promovida pela Ordem.

“A importância é cada advogado, cada advogada tem direito ao voto. Então nós estamos numa democracia plena, numa consulta onde nós vamos ouvir toda a advocacia amazonense”, afirmou.

A fala demonstra a estratégia da entidade de ampliar o envolvimento da categoria na escolha dos candidatos, mesmo que a competência formal da definição da lista seja do Conselho Seccional.

Outro ponto defendido por Jean Cleuter foi o papel do Quinto Constitucional na renovação do Judiciário amazonense.

“O quinto constitucional foi criado para oxigenar o tribunal. Ou seja, quando tem um membro do Ministério Público e um membro da advocacia no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, eles levam também as oxigenações necessárias”, declarou.

Segundo o presidente da OAB-AM, a advocacia busca mais espaço de diálogo dentro do sistema de Justiça e maior aproximação entre o Judiciário e a sociedade.

“A advocacia amazonense quer ser ouvida. A advocacia amazonense quer peticionar e a advocacia amazonense quer as decisões”, disse.

Apesar da movimentação ainda tímida durante a manhã na Arena da Amazônia, a expectativa da Ordem é que entre 3 mil e 5 mil advogados participem da consulta ao longo do dia.

 

 

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.