Regras de igualdade na campanha influenciam dinâmica da votação do Quinto Constitucional na OAB-AM

O presidente da OAB Amazonas, Jean Cleuter, reforçou durante a votação do Quinto Constitucional, na Arena da Amazônia, que o processo segue regras de igualdade entre os candidatos, com proibição de boca de urna e material impresso. As medidas impactam diretamente a dinâmica da disputa, reduzindo a exposição pública e fortalecendo critérios internos de avaliação da advocacia.

Durante a votação da consulta pública do Quinto Constitucional, realizada nesta quinta-feira (14) na Arena da Amazônia, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Jean Cleuter, reforçou as regras que orientam o processo e destacou a importância de garantir equilíbrio entre os candidatos.

Segundo ele, o edital foi estruturado para assegurar igualdade de condições na disputa, com medidas como a proibição de boca de urna e a vedação da distribuição de materiais impressos de campanha, como santinhos.

Ao comentar o andamento da votação e falar com sua equipe durante o evento, o presidente afirmou que o objetivo é preservar a lisura do processo e garantir uma escolha consciente por parte da advocacia.

“Processo deve ser exemplo de democracia e equilíbrio”, disse.

Na prática, o modelo adotado pela OAB-AM reduz a intensidade de campanhas mais visíveis e limita estratégias tradicionais de mobilização, o que tende a deslocar a disputa para critérios internos da classe, como reconhecimento profissional, atuação institucional e articulação entre colegas.

A avaliação é de que esse formato influencia diretamente a dinâmica da votação, já que candidatos menos conhecidos têm menos espaço para ampliar exposição pública durante o processo.

Mesmo com a movimentação ainda considerada tímida na Arena da Amazônia durante a manhã, a expectativa da entidade é de maior participação ao longo do dia na definição da lista sêxtupla do Quinto Constitucional.

 

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.