A confirmação de um caso de brucelose em Nhamundá, município localizado a 383 quilômetros de Manaus, colocou a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas no radar de alerta para a vacinação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade em todo o estado.
A primeira etapa da campanha de imunização de 2026 segue até o próximo dia 31 de maio. Após aplicar a vacina, o produtor rural deve notificar a agência dentro do prazo estabelecido, apresentando a nota fiscal da vacina e o atestado de imunização em uma unidade local da Adaf. O procedimento também pode ser realizado de forma remota pelo WhatsApp, no número (92) 99238-5568.
A Adaf reforça que a vacina contra a brucelose é produzida com bactéria viva atenuada e, por isso, só pode ser aplicada por médicos veterinários ou auxiliares cadastrados no órgão.
Quem deixar de vacinar o rebanho pode receber multa de R$ 300 por propriedade, além de R$ 40 por animal não imunizado. Os produtores inadimplentes também ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para a movimentação dos animais.
Caso confirmado em Nhamundá
Segundo a agência, a notificação da doença foi recebida na segunda-feira, 18, após exame realizado no domingo, 17, confirmar a presença da brucelose em uma fêmea bovina de uma propriedade rural do município.
A fiscal agropecuária e médica veterinária Gisele Torres, coordenadora no Amazonas do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), afirmou que o caso reforça a necessidade de exames frequentes nos rebanhos.
“Isso nos mostra que a doença é perigosa, silenciosa e está rondando os rebanhos. Por isso pedimos que os produtores e veterinários que atuam nas propriedades estimulem a realização de exames em seus animais, especialmente nas criações voltadas para a produção de laticínios”, destacou.
Doença pode atingir humanos
A brucelose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. A contaminação ocorre tanto pelo contato direto com animais infectados quanto pelo consumo de leite cru e derivados produzidos sem pasteurização.
Nos animais, os principais sintomas afetam a reprodução, podendo causar aborto, infertilidade e nascimento de crias fracas. Em machos, a doença pode provocar inflamação nos testículos e infertilidade. Já em humanos, os sintomas incluem febre, dores de cabeça, dores nas articulações, suor noturno e, em alguns casos, infertilidade.
Com Informações da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






