El Niño pode voltar nos próximos meses, alerta Inmet

Instituto Nacional de Meteorologia identificou condições favoráveis para o desenvolvimento de um novo episódio do fenômeno climático e mantém monitoramento do Oceano Pacífico Equatorial.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira (9) que há condições favoráveis para a formação de um novo episódio do fenômeno climático El Niño nos próximos meses.

Segundo o órgão, o cenário é acompanhado a partir do monitoramento das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial e de indicadores atmosféricos associados ao fenômeno.

O que é o El Niño

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical. Essas alterações influenciam o regime de chuvas e as temperaturas em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.

De acordo com o Inmet, um episódio de El Niño é oficialmente configurado quando o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) permanece igual ou superior a 0,5°C durante pelo menos cinco trimestres consecutivos.

Dados indicam evolução do fenômeno

Em boletim divulgado nesta semana, o instituto informou que, com base nos dados observados em maio e nas projeções climáticas mais recentes, o primeiro trimestre a atingir esse limiar poderá ser o período entre abril, maio e junho.

A avaliação faz parte do acompanhamento contínuo realizado pelos meteorologistas para identificar possíveis mudanças no comportamento climático global.

Monitoramento segue em andamento

Além da temperatura da superfície do mar, o Inmet acompanha outros indicadores oceânicos e atmosféricos relacionados ao desenvolvimento do fenômeno.

O órgão também utiliza informações e previsões elaboradas por centros meteorológicos internacionais especializados em monitoramento climático.

A expectativa é que uma nova nota técnica seja divulgada pelo instituto até o fim desta semana, trazendo atualizações sobre a possível evolução do El Niño.

Possíveis impactos

Quando configurado, o El Niño pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil. Os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada.

As consequências mais comuns incluem períodos de seca em algumas áreas e aumento das chuvas em outras, além de reflexos sobre a agricultura, os recursos hídricos e a geração de energia.

 

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.