A inflação oficial do país desacelerou em maio, mas continua pressionada por alguns produtos e serviços que registraram fortes altas nos últimos 12 meses. Dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,58% no mês, a maior taxa para maio desde 2021.
Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,20% nos cinco primeiros meses de 2026 e de 4,72% no período de 12 meses.
Chocolate, videogames e energia tiveram as maiores altas
Entre os itens que mais contribuíram para a elevação dos preços no acumulado de um ano, o chocolate em barra e os bombons lideram o ranking, com aumento de 20,35%.
Na sequência aparecem os consoles de videogame, que registraram alta de 12,25%, e a energia elétrica residencial, com avanço de 10,32% nos últimos 12 meses.
Os três produtos figuram entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária observada ao longo do período.
Alimentos seguem pesando no orçamento
O grupo Alimentação e Bebidas foi o que mais impactou o IPCA de maio, com variação de 1,33%. Em seguida aparece o grupo Habitação, que avançou 1,22%.
Entre os alimentos com maiores aumentos acumulados em 12 meses, o destaque ficou para o pepino, que quase dobrou de preço e registrou alta de 99,24%.
Também apresentaram aumentos expressivos a cenoura (71,88%), a batata-inglesa (36,50%), o feijão-carioca (35,78%) e o tomate (28,56%).
Transportes também influenciaram o índice
Além dos alimentos e da energia elétrica, alguns serviços relacionados à mobilidade continuaram impactando a inflação.
As passagens aéreas acumulam alta de 43,38% em 12 meses. Já o transporte por aplicativo subiu 23,08%, enquanto o transporte público registrou aumento de 13,05%.
Outro item que apresentou forte valorização no período foi o segmento de joias, com alta acumulada de 24,55%.
Os dados fazem parte do levantamento mensal do IBGE e refletem o comportamento dos preços pagos pelas famílias brasileiras com rendimento de um a 40 salários mínimos.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






