Uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Ministério da Saúde está qualificando profissionais de saúde para ampliar o acesso das mulheres amazonenses a métodos contraceptivos no estado.
A iniciativa ocorre por meio da oficina “Qualificação para inserção do implante subdérmico contraceptivo na Atenção Primária à Saúde (APS)”, com apoio do Núcleo de Apoio à Saúde Sexual e Reprodutiva (Nuasser) da UEA. O objetivo é capacitar médicos e enfermeiros para a oferta de contraceptivos de longa duração, além de fortalecer práticas de acolhimento, orientação e diálogo com as pacientes.
A etapa prática da oficina foi realizada entre 1º e 3 de junho, na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da UEA. Ao todo, 108 profissionais, entre médicos e enfermeiros, de 36 municípios participaram da capacitação, incluindo representantes de localidades do interior como Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant e Beruri. A expectativa é que a ação alcance os 62 municípios do Amazonas.
Os contraceptivos de longa duração passaram a ser ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, com prioridade para adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Durante a capacitação, cerca de 324 procedimentos foram realizados em pacientes-modelo selecionadas voluntariamente, em idade reprodutiva e em contextos de vulnerabilidade.
De acordo com a coordenação do Nuasser, as ações formativas ocorrem desde novembro de 2025. Esta foi a terceira capacitação realizada, com previsão de novas turmas em parceria com a SES-AM, voltadas à ampliação do acesso aos métodos contraceptivos em diferentes regiões do estado.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas destacou que a iniciativa contribui para habilitar profissionais da capital e do interior, permitindo a oferta regular desses métodos nos territórios de atuação e fortalecendo o planejamento reprodutivo na Atenção Primária.
Criado como uma ação de extensão universitária, o Nuasser da UEA atua na qualificação profissional em saúde sexual e reprodutiva, sendo responsável pelas orientações teóricas e práticas durante as oficinas.
Os contraceptivos subdérmicos integram o conjunto de métodos gratuitos oferecidos pelo SUS, que inclui preservativos internos e externos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais e injetáveis, pílulas de emergência, além de procedimentos como laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre os métodos disponíveis, apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






