A Copa do Mundo de 2026 não é marcada apenas por grandes seleções e estrelas do futebol atual. O torneio também reúne uma curiosa geração de jogadores que carregam sobrenomes conhecidos pelos torcedores, filhos de atletas que já disputaram Mundiais e deixaram suas marcas na história da competição.
Entre os casos mais emblemáticos está o de Erling Haaland. Principal nome da Noruega, o atacante segue os passos do pai, Alf-Inge Haaland, que participou da Copa do Mundo de 1994, realizada justamente nos Estados Unidos. Outro nome de peso é Marcus Thuram, atacante francês e filho de Lilian Thuram, campeão mundial com a França em 1998 e participante de três edições do torneio.
A presença desses herdeiros permite até mesmo montar uma seleção simbólica formada por jogadores com ligações familiares diretas com antigas Copas do Mundo. No gol aparece Luca Zidane, filho de Zinedine Zidane. Nascido poucos meses após o título francês de 1998, ele defenderá a Argélia na atual edição do Mundial.
Na defesa, o sul-coreano Lee Tae-Seok representa a continuidade da trajetória iniciada por Lee Eul-Young, integrante da histórica campanha da Coreia do Sul que alcançou as semifinais em 2002. Ao seu lado está Mamadou Sarr, do Senegal, filho de Pape Sarr, que participou da surpreendente seleção senegalesa responsável por eliminar a França na estreia daquela mesma Copa.
O setor defensivo é completado pelo neozelandês Tyler Bindon. Além da ligação familiar com o futebol internacional, ele protagoniza uma história singular: sua mãe, Jenny Bindon, disputou as Copas do Mundo Femininas de 2007 e 2011 pela Nova Zelândia, formando a primeira dupla de mãe e filho a participar de competições organizadas pela Fifa.
No meio-campo, a Argentina aparece com dois representantes. Giuliano Simeone segue o caminho do pai, Diego Simeone, que disputou três Copas do Mundo pela seleção argentina. Já Nico Paz é filho do ex-zagueiro Pablo Paz, integrante da equipe argentina presente no Mundial de 1998.
A lista ainda inclui Kristian Thorstvedt, da Noruega, cujo pai, Erik Thorstvedt, foi goleiro titular da seleção norueguesa na Copa de 1994, e Damian Bobadilla, do Paraguai. O jogador do São Paulo é filho do ex-goleiro Aldo Bobadilla, que integrou as delegações paraguaias nos Mundiais de 2006 e 2010.
No ataque, além de Haaland e Thuram, destaca-se Justin Kluivert, da Holanda. O atacante carrega o legado de Patrick Kluivert, autor de um dos gols holandeses contra o Brasil na semifinal da Copa de 1998.
As conexões familiares vão além da relação entre pais e filhos. O espanhol Marcos Llorente é sobrinho-neto de Francisco Gento, uma das maiores referências da história do futebol espanhol. Já o tunisiano Rani Khedira é irmão de Sami Khedira, campeão mundial pela Alemanha em 2014.
Há ainda casos curiosos de jogadores cujos pais se tornaram ídolos do futebol, mas nunca conseguiram disputar uma Copa do Mundo. Jordan Ayew, de Gana, é filho de Abedi Pelé, um dos maiores nomes da história do futebol africano. Timothy Weah, dos Estados Unidos, herdou o sobrenome do lendário George Weah, vencedor da Bola de Ouro e maior jogador da história da Libéria.
A relação de herdeiros presentes no Mundial é ainda mais extensa. Nomes como Angus Gunn, Alexander Sørloth, Francisco Conceição, Giovanni Reyna e Sebastian Berhalter também carregam histórias familiares ligadas ao maior torneio de seleções do planeta.
Mais do que uma competição entre países, a Copa de 2026 se transforma em um palco de reencontro entre gerações. Sobrenomes que ajudaram a construir capítulos memoráveis do futebol mundial retornam aos holofotes, agora representados por uma nova geração determinada a criar a própria trajetória.
Por Victoria Medeiros, da redação da Jovem Pan News Manaus






