A confirmação da lesão de Lucas Paquetá obrigou Carlo Ancelotti a rever os planos da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo. O meio-campista deixou o campo ainda no primeiro tempo da vitória sobre o Japão e está praticamente fora da sequência do torneio.
Agora, o treinador italiano terá poucos dias para encontrar a melhor solução antes do confronto contra a Noruega, marcado para domingo, às 17h (de Brasília), no Estádio de Nova York e Nova Jersey.
Comissão técnica terá pouco tempo para definir substituto
Após a vitória em Houston e a viagem para Nova Jersey, os jogadores receberam pouco mais de 24 horas de descanso. A reapresentação do elenco aconteceu nesta quarta-feira, deixando apenas três sessões de treinamento para que Ancelotti faça os ajustes necessários.
A definição da vaga aberta por Paquetá será um dos principais temas dos trabalhos no CT de Columbus Park.
Além da escolha individual, a decisão pode provocar alterações importantes na estrutura tática utilizada pelo Brasil ao longo da competição.
Danilo Santos aparece como favorito
Entre as opções disponíveis, Danilo Santos surge como o nome mais cotado para assumir a posição.
O volante do Botafogo já foi testado pela comissão técnica atuando ao lado de Bruno Guimarães e apresenta características semelhantes às de Paquetá, atuando pela mesma faixa do campo e oferecendo equilíbrio entre marcação e construção de jogadas.
Caso a escolha seja por manter a estrutura utilizada nas vitórias diante de Haiti, Escócia e Japão, a tendência é que Danilo seja o escolhido.
Fabinho e Ederson reforçam o setor de marcação
Outra possibilidade estudada pela comissão técnica é fortalecer o meio-campo com dois jogadores de características mais defensivas.
Nesse cenário, Fabinho ou Ederson poderiam atuar ao lado de Casemiro, preservando o esquema com três homens no setor central.
A alternativa garantiria maior proteção à defesa, mas exigiria maior participação de Bruno Guimarães na criação das jogadas e na ligação com o ataque.
Endrick pode abrir caminho para formação mais ofensiva
Durante o intervalo da partida contra o Japão, quando Paquetá já não tinha condições de permanecer em campo, Endrick foi a opção escolhida por Ancelotti.
A mudança fez o Brasil atuar com uma configuração mais agressiva, aproximando-se de um 4-2-4, com Matheus Cunha recuando para participar mais da construção das jogadas.
Após a partida, o treinador admitiu que a formação pode voltar a ser utilizada.
— Podemos começar dessa maneira, a verdade é que precisávamos mais de força na área. Endrick podia dar essa força e mais presença na área. Fez um jogo muito bom porque estava intenso e era muito perigoso.
Martinelli surge como alternativa para aumentar poder ofensivo
Outra possibilidade é a entrada de Gabriel Martinelli.
O atacante, decisivo em momentos importantes da campanha brasileira, poderia atuar mais centralizado ou ocupar o lado esquerdo do ataque, permitindo ajustes de posicionamento para Vinícius Júnior e Matheus Cunha.
A solução daria ainda mais velocidade ao setor ofensivo e aproximaria a equipe de uma formação claramente voltada para o ataque.
Neymar deve seguir como arma para o segundo tempo
Apesar da expectativa dos torcedores, a utilização de Neymar como titular no meio-campo não aparece como cenário provável neste momento.
A avaliação interna é de que o camisa 10 ainda não reúne condições físicas para atuar durante toda a partida. Por isso, a estratégia da comissão técnica continua sendo utilizá-lo como peça importante ao longo do segundo tempo, quando o desgaste dos adversários aumenta.
Decisão será tomada nos próximos treinamentos
Com diferentes alternativas à disposição, Carlo Ancelotti inicia a preparação decisiva para o confronto eliminatório diante da Noruega.
A definição sobre quem herdará a vaga de Lucas Paquetá e qual será o esquema adotado deverá acontecer nos treinamentos dos próximos dias. A única certeza é que a escolha terá impacto direto na maneira como o Brasil buscará a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Caean Couto/Reuters






