O governo brasileiro iniciou o envio de ajuda humanitária a Cuba com a remessa de 48 toneladas de leite em pó destinadas ao enfrentamento da crise de desabastecimento no país. A primeira carga, com 16 toneladas, foi transportada nesta segunda-feira (13) em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino a Santiago de Cuba.
A segunda etapa da operação está prevista para esta terça-feira (14), quando outro avião da FAB deixará Porto Alegre levando mais 32 toneladas do alimento. As duas aeronaves devem chegar ao território cubano na quarta-feira (15).
Segundo o Palácio do Planalto, a iniciativa busca contribuir para enfrentar a escassez de alimentos enfrentada por Cuba. A operação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Governo avalia novas doações
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou que o Brasil já havia enviado ajuda humanitária ao país em 2025, após os impactos provocados pelo furacão Melissa.
O governo também informou que estuda novas doações de alimentos e medicamentos para a população cubana.
Bloqueio e restrições ampliam crise
O governo brasileiro relaciona a situação de desabastecimento ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, em vigor há cerca de sete décadas e intensificado nos últimos meses.
No fim de 2025, os Estados Unidos ampliaram as restrições ao comércio de petróleo ao adotar medidas contra embarcações ligadas à Venezuela, principal fornecedora de combustível para a ilha até então. Em janeiro de 2026, Washington passou a ameaçar com sanções países e empresas que comercializassem petróleo com Cuba, o que deixou o país três meses sem receber o produto.
Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos Estados Unidos também anunciou novas sanções direcionadas aos setores de turismo, mineração de ouro e à estatal cubana do petróleo.
De acordo com o governo brasileiro, as restrições têm impacto no abastecimento de combustíveis, provocado apagões, redução do transporte público, aumento dos preços de produtos básicos e diminuição da oferta da cesta básica subsidiada pelo Estado. Moradores de Havana ouvidos pela Agência Brasil relataram que o país enfrenta um dos períodos mais difíceis dos últimos anos.
Com informações da Agência Brasil*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






