O preço médio do prato feito no Brasil chegou a R$ 31,90 em junho, segundo levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP). Com esse valor, um trabalhador que almoça fora de casa durante os dias úteis desembolsa, em média, R$ 638 por mês apenas com as refeições.
Os dados são do Índice Prato Feito, pesquisa que acompanha a evolução dos custos da alimentação fora do lar considerando uma refeição composta por arroz, feijão, proteína e salada.
Preço acumula alta de 7,2% em 2026
De acordo com o estudo, o valor médio do prato feito aumentou 5,4% em comparação com março, quando custava R$ 30,27.
Na comparação com janeiro, quando a refeição era vendida por R$ 29,77, o aumento acumulado é de 7,2%, representando uma elevação superior a R$ 2 em menos de seis meses.
Evolução do preço médio em 2026
- Janeiro: R$ 29,77
- Março: R$ 30,27
- Junho: R$ 31,90
Sul lidera ranking das refeições mais caras
A pesquisa também aponta diferenças entre as regiões do país.
O Sul registra o maior preço médio do prato feito, seguido pelo Centro-Oeste. Já a menor média foi registrada na Região Norte.
Confira os valores:
- Sul: R$ 34,90
- Centro-Oeste: R$ 34,45
- Sudeste: R$ 31,99
- Nordeste: R$ 30,00
- Norte: R$ 29,99
A diferença entre a região mais cara e a mais barata é de aproximadamente 16,4%.
Custos operacionais influenciam o preço
Segundo a FAC-SP, o preço da refeição é impactado por fatores que vão além dos alimentos utilizados no preparo.
Entre os custos considerados estão despesas com energia elétrica, água, gás, aluguel, transporte, tributos, salários dos funcionários e demais gastos operacionais dos estabelecimentos.
De acordo com o levantamento, esses fatores ajudam a explicar a continuidade da alta dos preços da alimentação fora do lar, mesmo em um cenário de desaceleração da inflação oficial.
Índice acompanha alimentação fora de casa
O Índice Prato Feito é utilizado para monitorar a evolução dos custos das refeições comercializadas por restaurantes e acompanha os impactos das despesas operacionais sobre o setor e sobre o orçamento dos consumidores.
Apesar da desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, o estudo indica que os custos da alimentação fora do lar continuam pressionados ao longo de 2026.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






