Programa EcoAm abre inscrições para negócios da bioeconomia no Amazonas, Acre e Rondônia

Seleção gratuita vai conectar empreendimentos da bioeconomia a compradores, investidores e oportunidades de mercado. Inscrições seguem até 31 de julho.

As inscrições para a nova chamada temática do Programa EcoAm – Ecossistema de Inovação Social e Bioeconomia da Amazônia estão abertas a partir desta quarta-feira (15). A iniciativa é voltada para negócios da bioeconomia dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia, com foco na conexão dos empreendimentos a compradores, investidores e mercados estruturados.

A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas até 31 de julho. A seleção contempla empreendimentos localizados na região de Tefé (AM), na macrorregião de Ji-Paraná (RO) e em todo o estado do Acre.

Seleção será baseada em demandas do mercado

Segundo os organizadores, esta edição adota um formato diferente dos editais tradicionais. A seleção foi estruturada a partir de um estudo de inteligência de mercado, que identificou demandas de compradores, distribuidores, varejistas, parceiros institucionais e especialistas.

O objetivo é selecionar empreendimentos com maior potencial de inserção em mercados já mapeados.

O EcoAm também disponibilizou gratuitamente o estudo “Bioeconomia e Territórios da Amazônia”, que reúne oportunidades para cadeias produtivas da região.

Quem pode participar

Podem participar:

  • pequenos negócios;
  • cooperativas;
  • associações;
  • empreendimentos comunitários;
  • negócios de impacto;
  • produtores organizados com CNPJ ativo e faturamento;
  • agroindústrias familiares.

Os participantes devem possuir produto ou serviço validado, realizar vendas recorrentes ou demonstrar capacidade de iniciar a comercialização em curto prazo, além de ter disponibilidade para participar de todas as etapas da Jornada EcoAm de Desenvolvimento Comercial.

Cadeias produtivas priorizadas

No Amazonas, poderão participar empreendimentos de Tefé, Alvarães, Uarini, Maraã e Fonte Boa. A prioridade será para negócios ligados à:

  • Farinha de Uarini e derivados da mandioca;
  • pirarucu manejado;
  • produtos alimentícios da sociobiodiversidade, como frutas, sementes e temperos amazônicos.

Em Rondônia, a chamada contempla empreendimentos da macrorregião de Ji-Paraná, além de Cacoal e Rolim de Moura. As cadeias priorizadas são:

  • castanha-da-Amazônia;
  • cacau;
  • café agroflorestal.

No Acre, poderão participar empreendimentos de todo o estado voltados para:

  • castanha-da-Amazônia;
  • óleos vegetais amazônicos;
  • borracha natural;
  • café agroflorestal.

Jornada de desenvolvimento comercial

Os empreendimentos selecionados participarão da Jornada EcoAm de Desenvolvimento Comercial, que inclui:

  • diagnóstico comercial;
  • estruturação de portfólio;
  • estratégias de precificação;
  • adequação ao mercado;
  • mentorias especializadas;
  • assessorias comercial e financeira;
  • rodadas de negócios;
  • conexão com compradores;
  • acesso a oportunidades de crédito e investimento.

Segundo o coordenador do EcoAm, Washington Silva, a proposta busca aproximar os negócios amazônicos das oportunidades existentes no mercado.

“Construímos esta chamada a partir das necessidades do mercado. Nosso objetivo é aproximar os negócios da sociobiodiversidade de oportunidades comerciais concretas, ampliando as possibilidades de geração de renda e de crescimento sustentável”, afirmou.

De acordo com o coordenador, o processo de seleção também considerará como diferenciais empreendimentos liderados por mulheres, indígenas, ribeirinhos e outros povos e comunidades tradicionais, além de iniciativas coletivas com impacto socioambiental comprovado.

Sobre o EcoAm

Criado em 2024, o EcoAm – Fomentando Ecossistemas de Impacto na Amazônia é uma iniciativa do Impact Hub Manaus e do BID Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do programa Amazônia Sempre.

O projeto conta com parceria do Instituto Meraki, Fundo Vale e Sebrae Amazonas. Em duas chamadas anteriores, o programa apoiou 17 empreendimentos da bioeconomia amazônica, entre associações, cooperativas, startups e negócios de impacto social.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.