O Amazonas registrou redução nos casos e nas mortes por tuberculose em 2026, segundo dados do painel epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Entre janeiro e julho, foram contabilizados 2.559 casos da doença, contra 2.698 no mesmo período de 2025. A diferença representa uma queda de aproximadamente 5,2%.
No período analisado, foram registrados 144 óbitos, ante 169 no mesmo intervalo do ano passado, redução de 14,8%.
Março teve maior número de casos
Entre os sete primeiros meses de 2026, março apresentou o maior número de diagnósticos, com 425 casos, acima dos 342 registrados no mesmo mês de 2025.
Janeiro apresentou a maior redução em números absolutos na comparação anual, passando de 437 casos em 2025 para 367 neste ano.
Veja os registros mensais:
- Janeiro: 367 casos em 2026 e 437 em 2025;
- Fevereiro: 331 em 2026 e 346 em 2025;
- Março: 425 em 2026 e 342 em 2025;
- Abril: 369 em 2026 e 384 em 2025;
- Maio: 395 em 2026 e 413 em 2025;
- Junho: 329 em 2026 e 350 em 2025;
- Julho: 343 em 2026 e 388 em 2025.
Número de mortes recua
Os registros de mortes apresentaram oscilações ao longo dos primeiros meses do ano. Janeiro teve 28 óbitos, contra 19 no mesmo mês de 2025. Em fevereiro foram 22, ante 14, e março registrou 25 mortes, contra 20 no ano anterior.
A redução ganhou maior peso a partir de maio, quando foram contabilizadas 26 mortes, ante 43 em maio de 2025. Em junho, o número caiu de 26 para 10 óbitos, enquanto julho teve 16 mortes, contra 21 no mesmo mês do ano passado.
Adultos de 20 a 39 anos concentram diagnósticos
Segundo os dados epidemiológicos, pessoas entre 20 e 39 anos representam a maior parcela dos casos registrados no Amazonas em 2026.
Foram 1.128 ocorrências nessa faixa etária, equivalentes a 43,8% dos diagnósticos. Desse total, 762 pacientes são homens e 366 são mulheres.
Já entre os óbitos, pessoas com 60 anos ou mais concentram cerca de um terço das mortes registradas no estado.
Municípios apresentam diferentes taxas
Na análise apresentada pela FVS-RCP, Alvarães aparece com taxa de 12,5 casos por 100 mil habitantes, seguido por Maraã, com 11,9.
Manaus e Parintins registram taxa de 11,4 casos por 100 mil habitantes, enquanto Boa Vista do Ramos aparece com 9,5.
O monitoramento também aponta 100 casos entre indígenas, equivalentes a 3,9% do total; 94 entre pessoas em situação de rua, ou 3,6%; e 86 entre pessoas privadas de liberdade, correspondentes a 3,3%.
Tuberculose tem transmissão pelo ar
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A doença afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos.
A transmissão ocorre pelo ar a partir de partículas liberadas por pessoas infectadas. Entre os sintomas estão tosse persistente, febre, suor noturno e perda de peso.
Foto: Reprodução/Internet
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






