O transporte coletivo de Manaus não terá nova greve nesta quinta-feira (20). A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, durante entrevista à Jovem Pan News Manaus, no programa Jornal da Manhã, apresentado pelo jornalista Patrick Motta.
Segundo Givancir, a decisão ocorre após a Prefeitura de Manaus realizar o repasse do subsídio às empresas de transporte. O valor é utilizado para custear o passe livre estudantil e, de acordo com o sindicalista, o pagamento permite que as empresas façam o repasse dos salários aos trabalhadores.
“Não deve haver mais greve, porque o prefeito já se adiantou, já pagou o subsídio da parte dele e, com isso, não terá mais greve.”
O presidente do sindicato afirmou que o salário dos rodoviários tem vencimento previsto para esta sexta-feira (21). Com o repasse realizado pelo município, ele disse que a categoria não tem mais motivo para paralisar o transporte coletivo convencional.
“Se passou e caiu na conta da gente o nosso pagamento, não tem porquê mais falar em greve.”
Transporte especial segue com paralisação
Enquanto o transporte coletivo convencional não deve entrar em greve, trabalhadores do transporte especial, responsável por atender empresas do Polo Industrial de Manaus, realizaram uma paralisação nesta quinta-feira.
De acordo com Givancir, a paralisação estava prevista para durar até as 9h ou 10h. Os trabalhadores reivindicam, entre outros pontos, um auxílio-alimentação no valor de R$ 22.
O presidente do sindicato também relatou problemas relacionados às condições de trabalho dos motoristas que atuam no transporte especial. Segundo ele, há casos em que o mesmo motorista trabalha em diferentes turnos e não recebe alimentação durante a jornada.
“O motorista do especial não tem almoço. Ele tem que almoçar em casa.”
Givancir afirmou ainda que os motoristas enfrentam jornadas com diferentes turnos e, segundo ele, precisam retornar para casa para fazer as refeições, mesmo quando transportam trabalhadores para as empresas do Distrito Industrial.
Sindicato nega que greve tenha sido usada para negociação política
Durante a entrevista, o jornalista Marcelo Generoso questionou Givancir sobre declarações anteriores de que a greve poderia ocorrer mesmo após o pagamento da Prefeitura. Ele também questionou se a paralisação estaria relacionada a interesses políticos.
Givancir negou a existência de negociação política e afirmou que as reivindicações da categoria incluíam benefícios para trabalhadores com filhos de até seis anos e mudanças na forma de concessão da cesta básica.
O presidente do sindicato também respondeu a questionamentos sobre a possibilidade de realização de uma greve com catraca livre. Segundo ele, esse tipo de mobilização enfrenta restrições judiciais e pode resultar em multas para o sindicato.
Pagamento às empresas encerra ameaça de greve
Ao final da entrevista, Givancir reforçou que o transporte coletivo convencional não terá paralisação nesta quinta-feira. Segundo ele, com o repasse do subsídio pela Prefeitura de Manaus, a expectativa é de que as empresas façam o pagamento dos trabalhadores.
A situação do transporte especial, no entanto, permanece em negociação entre trabalhadores e empresas que operam as rotas destinadas ao Polo Industrial de Manaus.
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






