Segundo turno tem queda na abstenção e contraria histórico eleitoral

Índice recuou de 21,08% para 19,21%, na contramão da tendência observada em eleições presidenciais anteriores

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou redução no número de eleitores ausentes. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção ficou em 19,21%, percentual inferior aos 21,08% contabilizados na primeira etapa da votação.

Ao todo, 30.500.963 brasileiros deixaram de votar neste domingo (25). No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram 33,4 milhões de ausentes, uma diferença de aproximadamente 3 milhões de eleitores entre as duas etapas.

Comparecimento às urnas

Com 99,98% das urnas apuradas, o TSE registrou o comparecimento de 128.210.227 eleitores no segundo turno. A redução da abstenção contrasta com o comportamento observado em boa parte das eleições presidenciais anteriores.

Entre 2010 e 2022, o percentual de ausentes aumentou no segundo turno em três das quatro disputas realizadas no período. Em 2022, houve uma queda: a taxa passou de 20,95% no primeiro turno para 20,59% no segundo.

Histórico de abstenção

Confira os índices registrados nas duas últimas eleições presidenciais:

  • Segundo turno de 2026: 19,21%, com 30,5 milhões de ausentes;
  • Primeiro turno de 2026: 21,08%, com 33,4 milhões de ausentes;
  • Segundo turno de 2022: 20,59%, com 32,2 milhões de ausentes;
  • Primeiro turno de 2022: 20,95%, com 32,8 milhões de ausentes.

Primeiro turno teve maior abstenção em 28 anos

A taxa de 21,08% registrada na primeira etapa das eleições deste ano foi apontada como a maior abstenção em uma eleição presidencial brasileira em 28 anos.

O número chamou a atenção também pelo contraste com a diferença entre os candidatos que avançaram para o segundo turno. Na primeira votação, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com uma vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Resultado presidencial

Com 99,98% das urnas apuradas, Lula foi reeleito presidente com mais de 64 milhões de votos, equivalentes a 51,78% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu cerca de 59,8 milhões, correspondentes a 48,22%.

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil