Alimentação no domicílio registra alta de 1,94% em março, aponta IPCA do IBGE

O IPCA mostrou alta de 1,94% na alimentação no domicílio em março, maior variação desde abril de 2022. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de itens como tomate, cebola e batata-inglesa.

Os preços da alimentação no domicílio avançaram 1,94% em março, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. O resultado representa a maior alta desde abril de 2022 e marca o quarto mês consecutivo de aumento no grupo.

Os preços dos alimentos consumidos em casa seguem em alta no Brasil. Em março, a alimentação no domicílio registrou aumento de 1,94%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação medido pelo IBGE.

O resultado representa a maior variação desde abril de 2022, quando o grupo havia subido 2,59%, e marca o quarto mês consecutivo de aumento. O grupo Alimentação e Bebidas passou de alta de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março, contribuindo com 0,33 ponto percentual para o IPCA do mês, que foi de 0,88%.

Entre os itens com maior elevação de preços no período estão tomate (20,31%), cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%), leite longa vida (11,74%) e carnes (1,73%). Já entre as quedas, aparecem a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

A alimentação fora do domicílio também apresentou aumento, com alta de 0,61% em março. Dentro desse grupo, o lanche subiu 0,89% e a refeição teve variação positiva de 0,49%.

Outros grupos também influenciaram o índice geral. Em Despesas Pessoais, houve alta de 0,65% em março, acima dos 0,33% registrados em fevereiro, com impacto de 0,07 ponto percentual no IPCA. O resultado foi influenciado pela alta de 3,95% em cinema, teatro e concertos, após o fim de campanhas promocionais.

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, a variação foi de 0,42% em março, abaixo dos 0,59% do mês anterior, com contribuição de 0,06 ponto percentual no índice. O plano de saúde teve alta de 0,49% no período.

O IPCA mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, sendo utilizado como principal indicador oficial da inflação no país.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.