O Amazonas teve 116 pessoas incluídas, em 2025, no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). O grupo é formado por lideranças que passaram a sofrer ameaças após denunciar crimes ambientais ou atuar na defesa de territórios na região.
O número coloca o estado entre os dez com mais registros no Brasil, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira, 30. No cenário nacional, a Região Norte concentra o maior volume de casos, com 540 pessoas atendidas pelo programa.
No Amazonas, os casos estão ligados principalmente a conflitos em áreas de floresta e territórios indígenas. Segundo o PPDDH, as ameaças surgem após denúncias de grilagem de terras, exploração ilegal de madeira, garimpo ilegal, pesca predatória e desmatamento.
Essas atividades, muitas vezes associadas à atuação de grupos criminosos, aumentam o risco para quem atua na defesa do meio ambiente e de comunidades tradicionais.
Quem são os protegidos
O levantamento mostra que a maioria das pessoas incluídas no programa no estado pertence a povos e comunidades tradicionais. Do total:
- 58,51% são indígenas
- 29,53% quilombolas
- 10,59% extrativistas
- 1,37% de outros grupos
Em relação ao gênero, 60,04% são homens e 39,96% mulheres.
Como funciona a proteção
O programa federal oferece medidas de segurança conforme o nível de risco de cada caso. Entre as ações estão rondas policiais, escoltas pontuais, fornecimento de equipamentos de segurança e apoio psicossocial e jurídico.
Os dados refletem o avanço de conflitos por terra e recursos naturais na Amazônia e a crescente exposição de lideranças que atuam na defesa de direitos humanos e ambientais.
Com Informações do G1 Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






