O senador Rogério Marinho negou nesta sexta-feira, 15, qualquer articulação dentro do Partido Liberal para substituir uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República após a divulgação de um áudio enviado ao empresário Daniel Vorcaro. Em entrevista à CNN Brasil, Marinho afirmou que Flávio tem a confiança da legenda e seguirá como nome do partido para a disputa presidencial de 2026.
“Evidente que ele conta com a nossa confiança. Será o nosso candidato e vencerá eleições. Não há nenhuma especulação por parte do comando do partido, da grande maioria dos deputados e senadores”, declarou o senador.
Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Marinho afirmou ainda que a agenda de viagens do senador será mantida normalmente nas próximas semanas, apesar da repercussão envolvendo as conversas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o PL acredita que as tratativas envolvendo Daniel Vorcaro estavam ligadas exclusivamente ao patrocínio da produção audiovisual.
“Na próxima semana, teremos uma agenda bastante intensa. A campanha continua. E, em qualquer campanha, é necessário que quaisquer dúvidas sejam esclarecidas de forma transparente e objetiva à sociedade”, afirmou.
Nos bastidores, integrantes do partido minimizaram publicamente o impacto da divulgação do áudio. Reservadamente, no entanto, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a ser citado como possível alternativa para a disputa presidencial.
Durante a entrevista, Marinho também afirmou não ter conhecimento sobre detalhes do contrato firmado com Vorcaro por conta de cláusulas de sigilo. Segundo ele, o empresário não foi o único investidor envolvido no financiamento do filme. O senador defendeu ainda que o contrato possa ser divulgado, desde que haja autorização dentro das regras legais dos Estados Unidos, país onde a produção foi realizada.
A repercussão do caso ocorre em meio à abertura de investigação sobre o suposto envio de emendas parlamentares relacionadas ao financiamento da cinebiografia. O tema também gerou divergências dentro da direita, incluindo críticas públicas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao senador Flávio Bolsonaro.
Com Informações da CNN Brasil
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






