Representantes da Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD) e da Associação Brasileira de Blogs e Portais (ABRABP) registraram, nesta quinta-feira (23/07), um boletim de ocorrência na 19ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), em Manaus. Segundo as entidades, os jornalistas Cileide Mounssalem, Moisés Dutra, Alexandre Rabello e Hugo, do portal AMPost, foram alvo de acusações publicadas pela Revista Cenário.
O presidente da ANJD, Marcelo Generoso, informou que a ocorrência foi registrada por supostos crimes de calúnia, difamação e ameaça. Segundo ele, a associação dará suporte jurídico aos profissionais envolvidos.
Os jornalistas registraram boletim de ocorrência por calúnia, difamação e ameaça, e a associação vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os envolvidos”, afirmou Marcelo Generoso, presidente da Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD).
Generoso afirmou ainda que os ataques começaram após jornalistas passarem a publicar vídeos com opiniões e denúncias sobre temas políticos.
Os ataques começaram após jornalistas passarem a publicar vídeos com opiniões e denúncias sobre temas políticos. Não podemos aceitar ações que, segundo a associação, buscam comprometer a reputação desses profissionais”, destacou Generoso.
A presidente da Associação Brasileira de Blogs e Portais (ABRABP), Cileide Mounssalem, afirmou que as acusações fazem parte de um cenário que, segundo ela, se repete em anos eleitorais e tem como alvo jornalistas independentes.
Os ataques contra jornalistas independentes voltaram a ocorrer em período eleitoral e têm como objetivo retirar a credibilidade dos profissionais que atuam no jornalismo digital”, disse Cileide Mounssalem, presidente da Associação Brasileira de Blogs e Portais (ABRABP).
Cileide também declarou que uma transmissão ao vivo realizada por Moisés Dutra foi interpretada de forma distorcida e citou a divulgação de documentos que, segundo ela, estariam protegidos por segredo de Justiça.
“Uma transmissão ao vivo que defendia a união da categoria foi, segundo ela, distorcida, e documentos sob segredo de Justiça passaram a ser utilizados para acusações públicas”, enfatizou Cileide.
O vice-presidente da Associação Nacional de Jornalismo Digital, Moisés Dutra, afirmou que os ataques estariam relacionados à defesa do cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2009, que retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
“Os ataques estão ligados à defesa do cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista”, afirmou Moisés Dutra, vice-presidente da Associação Nacional de Jornalismo Digital (ANJD).
Segundo Dutra, a entidade pretende ampliar a mobilização em defesa dos profissionais do jornalismo digital e cobrar o cumprimento da decisão judicial.
“A associação pretende levar o debate ao STF e lançar um movimento nacional em defesa dos profissionais do jornalismo digital e do cumprimento da legislação”, ressaltou Dutra.
Ao final da coletiva, representantes da ANJD e da ABRABP informaram que continuarão adotando medidas judiciais relacionadas ao caso e defenderam maior proteção aos profissionais que atuam em blogs e portais de notícias.






