Autoconhecimento é o primeiro passo para liderar equipes, afirma psicóloga sobre inteligência emocional

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Thalita Rocha destacou que líderes precisam aprender a gerenciar as próprias emoções antes de conduzir equipes

A inteligência emocional e os desafios da liderança no ambiente corporativo foram temas abordados pela psicóloga e mentora de líderes Thalita Rocha durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Manaus, apresentado por Massami Miki nesta quarta-feira, 3.

Ao comentar sobre a importância da inteligência emocional para gestores e profissionais que ocupam posições de liderança, Thalita explicou que o desenvolvimento dessa habilidade começa pelo autoconhecimento e pela capacidade de compreender o próprio comportamento.

“Mas a inteligência emocional, a capacidade de gerir a si mesmo, obviamente, quando a gente fala de si mesmo, a gente está falando de emoções, de cognição, porque nós somos um indivíduo sistêmico, cheio de funções, cheio de capacidades. Então, liderar a si mesmo é um desafio”, afirmou.

Segundo a especialista, muitos profissionais são preparados tecnicamente para assumir cargos de gestão, mas encontram dificuldades quando precisam lidar com pessoas, conflitos e demandas emocionais presentes no ambiente de trabalho.

Durante a entrevista, Thalita citou ensinamentos do consultor e mentor executivo Ram Charan, conhecido internacionalmente por seus trabalhos voltados à formação de líderes. De acordo com ela, um dos principais conceitos defendidos pelo especialista é a necessidade de desenvolver a liderança pessoal antes de assumir a responsabilidade de conduzir equipes.

“Antes de você liderar pessoas, você lidera a si mesmo. E o que seria esse liderar a si mesmo? É você se conhecer, você conhecer as suas funções, sejam as funções emocionais, psicoemocionais, cognitivas. Quais são as suas capacidades?”, destacou.

A psicóloga ressaltou ainda que o desenvolvimento da inteligência emocional exige um processo contínuo de observação, aprendizado e autoconhecimento. Para ela, compreender as próprias capacidades e limitações contribui para decisões mais equilibradas e relações profissionais mais saudáveis.

O tema tem ganhado espaço no mercado de trabalho diante do aumento das discussões sobre saúde mental, qualidade de vida e bem-estar nas organizações, especialmente em ambientes marcados por metas, mudanças constantes e pressão por resultados.

 

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus