O Banco de Brasília aprovou, nesta quarta-feira, 22, um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. A decisão foi tomada em assembleia de acionistas e ocorre em meio ao esforço da instituição para reorganizar as finanças após impactos de operações com o Banco Master.
Segundo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, a medida é parte de um cronograma para reforço de capital até o fim de maio.
“Isso é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo”, afirmou.
O aumento de capital permite a entrada de novos recursos no banco, abrindo espaço para expansão de operações, concessão de crédito e estruturação de novos produtos financeiros. A medida também viabiliza iniciativas como fundos imobiliários e operações com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Além disso, a assembleia formalizou a indicação de Nelson Souza e do executivo Joaquim Lima de Oliveira para o conselho da instituição, decisão que estava pendente desde o ano passado.
Acordo bilionário e reestruturação
Em paralelo, o BRB anunciou um acordo com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à gestão de ativos herdados do Banco Master.
A operação pode chegar a R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista, enquanto o restante será convertido em cotas subordinadas do fundo, responsável por administrar e monetizar os ativos.
Os ativos têm origem em operações incorporadas pelo BRB após negociações com o Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central do Brasil após investigações conduzidas pela Polícia Federal do Brasil.
Impactos e pressão no mercado
As operações com o Banco Master afetaram o capital mínimo exigido para o funcionamento do BRB, aumentando a pressão sobre a gestão. O Banco Central do Brasil também intensificou o monitoramento da instituição e chegou a barrar a tentativa de aquisição do banco.
Mesmo com a adoção de medidas para recompor o capital e reorganizar a estrutura financeira, o cenário ainda é acompanhado com cautela pelo mercado.
Com Informações do G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






