Calor intenso em Manaus aumenta riscos à saúde das crianças; veja cuidados

Altas temperaturas podem provocar desidratação, insolação e exaustão pelo calor, além de agravar problemas respiratórios. Crianças menores de cinco anos estão entre as mais vulneráveis.

As altas temperaturas registradas durante o verão amazônico aumentam os riscos à saúde das crianças em Manaus. Entre os principais problemas associados ao calor intenso estão desidratação, insolação, exaustão pelo calor e agravamento de doenças respiratórias.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) reforçou as orientações de prevenção nas unidades da rede municipal. As recomendações devem ser repassadas durante consultas, vacinação, visitas domiciliares, acompanhamento de condições crônicas e outras atividades de saúde.

A atenção deve ser maior com crianças menores de cinco anos, bebês prematuros, crianças com deficiência e aquelas que apresentam doenças crônicas, como asma e outros problemas respiratórios.

Hidratação deve ser reforçada durante o calor

Uma das principais recomendações é aumentar a oferta de água potável para crianças com mais de seis meses. A ingestão deve ocorrer ao longo do dia, mesmo quando a criança não demonstrar sede.

Para bebês com menos de seis meses em aleitamento materno exclusivo, a orientação é manter a amamentação em livre demanda. Nessa faixa etária, não é recomendada a oferta de água, chás, sucos ou outros líquidos, já que o leite materno é suficiente para a hidratação.

Após os seis meses, a alimentação também pode contribuir para a hidratação. Frutas com maior quantidade de água, como melancia, melão, laranja e abacaxi, além de verduras e legumes, podem fazer parte da rotina alimentar.

Saiba identificar os sinais de desidratação

Pais e responsáveis devem ficar atentos às mudanças no comportamento e no organismo das crianças durante períodos de calor intenso.

Entre os principais sinais de desidratação estão redução da quantidade de urina, boca seca, pouca ou nenhuma lágrima ao chorar, olhos fundos, sonolência, irritabilidade excessiva, prostração, pulso fraco e respiração acelerada.

Caso os sintomas persistam ou haja piora do estado geral da criança, a recomendação é procurar uma unidade de saúde.

Crianças não devem ficar sozinhas dentro de veículos

Outro alerta é para que crianças nunca sejam deixadas sozinhas dentro de carros, mesmo durante períodos considerados curtos.

A temperatura interna de um veículo pode aumentar rapidamente, elevando o risco de hipertermia, situação em que a temperatura corporal pode ultrapassar os 40°C. A condição também pode provocar desidratação e, em casos mais graves, levar à morte.

Exposição ao sol deve ser evitada entre 9h e 16h

Durante os dias de temperaturas elevadas, a orientação é reduzir a exposição direta das crianças ao sol, principalmente entre 9h e 16h.

Roupas leves, claras, confortáveis e produzidas com tecidos adequados ao clima quente devem ser priorizadas. Peças pesadas podem aumentar o desconforto provocado pelo calor.

Dentro de casa, os ambientes devem permanecer ventilados. Ventiladores e aparelhos de ar-condicionado podem ser utilizados, mas precisam estar com a limpeza e a manutenção em dia para reduzir riscos de alergias e outros problemas respiratórios.

Fumaça das queimadas também exige atenção

O período de estiagem e o aumento das queimadas podem afetar a qualidade do ar e agravar doenças respiratórias, especialmente entre crianças.

Tosse, chiado no peito, falta de ar e irritação das vias respiratórias estão entre os sintomas que podem aparecer ou se intensificar. Crianças com asma e outras doenças respiratórias precisam de atenção adicional.

Nos dias com grande concentração de fumaça ou piora da qualidade do ar, a recomendação é evitar atividades físicas e reduzir o tempo de permanência ao ar livre.

Refrigerantes e bebidas açucaradas devem ser evitados

Durante o período de calor, a orientação é priorizar água potável e reduzir o consumo de refrigerantes, sucos artificiais, bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados.

Crianças dependem dos adultos para manter uma rotina adequada de hidratação, principalmente os bebês e as menores de cinco anos. Por isso, pais e responsáveis devem acompanhar a quantidade de líquidos consumida ao longo do dia e observar possíveis sinais de desidratação.

 

Foto: Reprodução/Internet

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.