Mulheres que pretendem disputar eleições pelo Partido Liberal passam por um processo estruturado de formação antes de ingressar oficialmente em campanhas. A iniciativa é coordenada pelo PL Mulher, liderado por Michelle Bolsonaro, e busca ampliar a participação feminina na política e fortalecer a atuação eleitoral da legenda.
O modelo inclui etapas que vão desde reflexões pessoais até a preparação prática para campanhas. As interessadas são orientadas a avaliar propósito, riscos e impactos da vida pública. Em um dos materiais utilizados na formação, o processo é descrito como uma “jornada eleitoral”, e não apenas uma disputa convencional.
A formação envolve cursos, palestras e materiais didáticos voltados principalmente a candidatas de primeira viagem. Entre os conteúdos, estão diretrizes sobre posicionamento político, estratégia eleitoral e organização de base. Um dos guias do programa apresenta a família como “norte” da atuação política, com base em princípios constitucionais.
Outro eixo é o Projeto Alicerça Brasil, que reúne grupos de 12 a 15 participantes em encontros periódicos. Nessas reuniões, as integrantes seguem roteiros com leitura, discussão e proposição de ações práticas voltadas às comunidades. Os encontros incluem ainda momentos de mobilização simbólica, com expressões como “Edificando a nação” e a resposta coletiva “Alicerçadas!”.
Além disso, o programa inclui orientações sobre comunicação, comportamento e imagem pública. Entre as recomendações, está a ideia de que “roupas falam antes da sua voz” e que, em determinados contextos, o silêncio pode ser estratégico na construção da imagem política.
A estratégia ocorre em um contexto de crescimento da participação feminina em partidos de centro e direita. Nas eleições municipais de 2024, essas siglas concentraram a maioria das prefeitas eleitas no país. O MDB liderou com 129 prefeitas, seguido por PSD (102), PP (89), União Brasil (88), Partido Liberal (60) e Republicanos (51). Já o Partido dos Trabalhadores elegeu 41 prefeitas.
Para o próximo ciclo eleitoral, o partido também avalia nomes considerados competitivos para o Senado, como as deputadas Caroline de Toni e Bia Kicis. Há ainda expectativa sobre uma possível candidatura de Michelle Bolsonaro, que segue em análise interna.
O movimento integra uma estratégia de ampliação de quadros e fortalecimento da presença feminina nas disputas eleitorais, com foco em organização interna e desempenho nas urnas.
Com Informações do Site O Globo
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






