O câncer de pele não melanoma continua sendo o tipo mais frequente entre os pacientes atendidos pela Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), referência em dermatologia no Amazonas. Dados da instituição apontam que, em 2025, foram registrados 1.205 casos de câncer de pele, dos quais 1.153 foram classificados como não melanoma, o equivalente a 95,6% das ocorrências.
Os números são divulgados no Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, celebrado neste sábado (13), data voltada à orientação da população sobre prevenção, fotoproteção e diagnóstico precoce.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Apesar da alta incidência, a doença apresenta elevados índices de cura quando identificada nas fases iniciais.
Especialistas alertam para sinais da doença
De acordo com o dermatologista Renato Cândido, da equipe médica da Fuham, os pacientes devem ficar atentos às alterações na pele, já que os primeiros sinais costumam ser perceptíveis.
“É preciso lembrar que o câncer de pele geralmente dá sinais. Pode surgir como uma lesão diferente, uma ferida que não cicatriza ou que sangra com facilidade. Ao perceber qualquer alteração suspeita, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento adequado”, destaca o especialista.
Entre os principais indícios estão feridas que não cicatrizam, lesões que sangram com facilidade ou manchas e alterações com aparência diferente do habitual.
Diagnóstico precoce ajudou paciente a identificar a doença
O biblioteconomista Júlio César Sampaio descobriu a doença após perceber uma alteração no nariz, em março de 2024. Inicialmente, a lesão parecia um cravo, mas passou a apresentar sangramento persistente após ser manipulada.
“Depois de alguns dias, até cicatrizou, mas a superfície da pele continuou diferente. Achei estranho e resolvi procurar atendimento”, relata Júlio César Sampaio.
Durante consulta na Fundação Alfredo da Matta, exames confirmaram o diagnóstico de carcinoma basocelular infiltrativo, um dos tipos mais comuns de câncer de pele não melanoma.
Após o tratamento cirúrgico, Júlio passou a reforçar os cuidados com a proteção solar e destaca a importância da observação constante da própria pele para identificar alterações precocemente.
“Hoje uso protetor solar diariamente, inclusive em ambientes fechados, e evito exposição excessiva ao sol. O principal é conhecer o próprio corpo e procurar atendimento logo que perceber algo diferente”, afirma.
Exposição solar é um dos principais fatores de risco
O câncer de pele não melanoma ocorre devido à multiplicação anormal das células da pele que não produzem melanina. Os tipos mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.
Entre os principais fatores de risco estão:
- Exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV);
- Histórico familiar da doença;
- Trabalho realizado ao ar livre;
- Exposição solar sem proteção adequada.
Medidas de prevenção
Especialistas recomendam evitar a exposição ao sol nos horários de maior incidência de radiação ultravioleta, entre 9h e 16h.
Outras medidas preventivas incluem:
- Uso diário de protetor solar;
- Utilização de chapéus e roupas de proteção;
- Permanência em locais sombreados sempre que possível;
- Observação frequente da pele para identificar alterações.
Renato Cândido reforça que a prevenção e a identificação precoce continuam sendo as principais ferramentas para reduzir os impactos da doença.
“É importante lembrar que o câncer de pele pode ser prevenido. Devemos evitar a exposição solar nos horários de maior radiação e utilizar medidas de proteção adequadas. Também é fundamental procurar atendimento ao identificar qualquer lesão suspeita”, reforça o dermatologista.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






