A dívida bruta do setor público brasileiro alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho, equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. O índice representa alta de 0,9 ponto percentual em relação a maio e é o maior registrado desde abril de 2021, quando o endividamento atingiu 82,6% do PIB durante a pandemia de Covid-19.
Além da elevação da dívida, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho. O resultado considera as contas da União, estados, municípios e empresas estatais, com exceção das instituições financeiras e da Petrobras.
O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os gastos com juros da dívida pública.
De acordo com o Banco Central, o resultado foi composto por déficit de R$ 47,2 bilhões do governo federal, R$ 6,6 bilhões dos estados e municípios e R$ 1,5 bilhão das empresas estatais.
Déficit nominal se aproxima de 10% do PIB
Ao considerar o resultado nominal — que inclui as despesas com juros da dívida pública — o déficit acumulado em 12 meses chegou a R$ 1,317 trilhão, o equivalente a 9,99% do PIB.
Em comparação com o mês anterior, houve aumento de 0,38 ponto percentual na proporção do déficit nominal em relação ao PIB.
Os dados divulgados pelo Banco Central refletem a evolução das contas públicas e do endividamento do setor público consolidado, indicador utilizado para acompanhar a situação fiscal do país.
Foto: Edu Andrade/MF
Com informaçoes do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus





