O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alerta que o Brasil deve enfrentar um El Niño de intensidade moderada a forte a partir de julho de 2026. O fenômeno, confirmado pelo boletim mais recente da NOAA, deve trazer calor extremo, baixa umidade e aumento do risco de incêndios na região Norte durante a estação seca.
Segundo o boletim climático da Administração de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), divulgado em 17 de março, as chances de ocorrência do El Niño a partir de agosto deste ano passaram de 60% para 80%. O meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de operações do Cemaden, explica que a transição rápida da La Niña para o El Niño deve ocorrer até junho, período em que a situação será considerada neutra.
A partir de julho, o fenômeno deverá se intensificar, e de setembro em diante o Brasil pode enfrentar um El Niño de moderado a forte, com calor intenso e baixa umidade, condições que aumentam o risco de incêndios, especialmente na região Norte. Seluchi ressalta que, apesar do calor extremo, não há motivo para pânico, mas o monitoramento das condições climáticas é essencial.
Em relação às chuvas, até junho a previsão indica que a parte alta do Amazonas pode registrar volumes acima da média, enquanto o Sul do país deve receber mais precipitação e o Norte, menos. Sudeste e Centro-Oeste ainda apresentam previsões incertas.
O Cemaden também destaca que Manaus foi uma das capitais com maior aumento de temperatura nos últimos anos, reforçando a importância de atenção aos impactos do calor extremo e da seca na região.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






