Eliminação e luto: treinador da RD Congo recebe notícia da morte do pai após jogo contra a Inglaterra

Assessor da equipe comunicou o falecimento durante entrevista coletiva após a partida das oitavas de final

A eliminação da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026 foi marcada por um episódio de profunda tristeza. Além da derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, que encerrou a campanha da equipe africana no torneio, o técnico Sébastien Desabre enfrentou a morte do pai no mesmo dia da partida.

A informação veio à tona após o confronto, durante a entrevista coletiva concedida pelo treinador. Ao final da conversa com os jornalistas, o assessor de imprensa da seleção congolesa, Jerry Kalemo, dirigiu uma mensagem de condolências ao comandante francês, gerando um momento de forte emoção.

Anúncio durante entrevista coletiva

O comunicado foi feito em francês e não chegou a ser traduzido na transmissão oficial da Fifa para o inglês. Ao ouvir as palavras do assessor, Desabre demonstrou surpresa, agradeceu pela mensagem e deixou a sala logo em seguida.

Após a repercussão do episódio, surgiram especulações de que o treinador teria tomado conhecimento da morte do pai naquele exato momento. Entretanto, em contato com o ge, Jerry Kalemo negou a versão e afirmou que Desabre já estava ciente do falecimento antes da coletiva.

Queda diante da Inglaterra

Dentro de campo, a RD Congo esteve perto de alcançar um feito histórico. A equipe abriu o placar e dificultou a vida da Inglaterra, uma das favoritas ao título, mas acabou sofrendo a virada nos minutos finais e deu adeus ao Mundial.

A atuação competitiva reforçou a evolução da seleção africana, que disputou pela primeira vez uma Copa do Mundo com presença no mata-mata e conseguiu equilibrar forças diante de adversários mais tradicionais.

Campanha histórica da seleção africana

Mesmo com a eliminação, a participação da República Democrática do Congo ficou marcada como uma das histórias mais relevantes do torneio. A equipe conquistou uma vitória por 3 a 1 sobre o Uzbequistão, empatou em 1 a 1 com Portugal e sofreu derrotas apertadas para Colômbia e Inglaterra.

Sob o comando de Sébastien Desabre, a seleção alcançou sua melhor campanha em Mundiais e deixou o torneio recebendo elogios pela organização tática e competitividade. A despedida, porém, acabou sendo marcada por um episódio de luto que trouxe um tom ainda mais emotivo ao encerramento da trajetória congolesa na competição.

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus 

Foto: Reprodução