Mais de mil toneladas de resíduos sólidos foram retiradas da orla do Rio Negro nos três primeiros meses de 2026, em Manaus. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana e indicam o impacto do descarte irregular de lixo na capital.
Segundo o levantamento, foram realizadas três operações de transbordo no período. A primeira retirou 479,9 toneladas de resíduos. A segunda contabilizou 320,7 toneladas. Já a terceira, referente ao mês de março, somou 393,9 toneladas recolhidas na orla.
Apesar da cobertura de 98,4% da coleta domiciliar na cidade, o descarte inadequado ainda é apontado como um dos principais desafios da limpeza urbana, com reflexos diretos nos igarapés e no rio Negro. De acordo com o titular da pasta, Sabá Reis, o trabalho de limpeza é contínuo e depende também da colaboração da população.
“O trabalho é permanente, estruturado, e envolve uma grande operação todos os dias. Mesmo com a cidade praticamente toda atendida pela coleta regular, ainda enfrentamos o impacto do descarte irregular”, afirmou.
O processo de transbordo envolve a retirada de resíduos acumulados nas margens e no espelho d’água com o uso de balsas. O material é levado até o porto Trairi, na zona Oeste, e posteriormente encaminhado ao aterro municipal.
A limpeza da orla ocorre diariamente no trecho que vai da marina do Davi até a Ponta das Lajes. Desde o início da operação contínua, em 2021, já foram retiradas cerca de 25,8 mil toneladas de resíduos. Somente em 2025, mais de duas mil toneladas foram recolhidas.
Além das ações na orla, a cidade conta com 14 ecobarreiras instaladas em igarapés. Entre janeiro e março deste ano, essas estruturas impediram que cerca de 1.050 toneladas de resíduos chegassem ao rio Negro.
As equipes também atuam na eliminação de pontos de descarte irregular, conhecidos como “lixeiras viciadas”, que continuam sendo reocupados mesmo após ações de limpeza. Durante o período chuvoso, o volume de resíduos tende a aumentar, já que a água da chuva arrasta o lixo descartado nas ruas para os cursos d’água.
A gestão municipal reforça que a cidade dispõe de coleta domiciliar regular, ecopontos e serviço de coleta agendada para grandes objetos, como forma de reduzir o descarte inadequado.
Com Informações da Semulsp
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






