Barcos que operam na linha fluvial entre Manaus e Nova Olinda do Norte relataram tentativas de ataque por piratas dos rios na madrugada desta sexta-feira (16), em um trecho do Rio Madeira. Segundo relatos de tripulantes, ao menos três embarcações foram alvo de abordagens criminosas, mas conseguiram seguir viagem.
Um dos condutores descreveu o momento de tensão vivido durante a travessia e a tentativa de aproximação dos criminosos por diferentes lados das embarcações:
“Agora aqui, agora nós fomos atacados pelos piratas, o Fonseca, nós e o motor do Seu Pedro, que viaja lá pro Canumã. Só não encostou do lado, que Deus é bom mesmo, mas muita força o barco também tem, mas eles botaram com cacete pra encostar aqui, pra querer roubar. Começaram lá pelo Fonseca, não conseguiram, aí vieram aqui, os seis irmãos não conseguiram e atacaram o Seu Pedro lá. Só que também não conseguiram, graças a Deus que não conseguiram, mas o lado do Seu Pedro foi fim lá. Queriam encostar pela poupa lá, mas graças a Deus que passou. Pé doido, pensa num sufoco agora aqui, mas graças a Deus nós passemos.”
De acordo com os relatos, os suspeitos tentaram forçar o encosto das embarcações para realizar roubos, mas não obtiveram sucesso. Apesar disso, uma das embarcações teria sofrido danos laterais durante a ação. Não há informações oficiais sobre feridos.
Ações de segurança no Rio Madeira
Os ataques ocorrem em uma região onde atuam as Bases Arpão, estruturas flutuantes de segurança mantidas pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em conjunto com forças policiais estaduais e federais. As bases funcionam como pontos fixos de fiscalização e apoio operacional em trechos estratégicos dos rios do estado.
Atualmente, o Amazonas conta com unidades como a Base Arpão 1, instalada no Rio Solimões, além das Bases Arpão 2 e 3, que atuam em áreas de grande circulação fluvial, incluindo regiões próximas aos rios Madeira, Negro e Amazonas. Essas estruturas são utilizadas para patrulhamento, abordagens a embarcações e ações de repressão a crimes como roubos, tráfico de drogas, transporte ilegal de combustível e crimes ambientais.
As bases operam com efetivo policial embarcado, lanchas de apoio e equipamentos de monitoramento, funcionando de forma permanente ou conforme planejamento operacional. Apesar da presença dessas estruturas, condutores e passageiros continuam relatando episódios de insegurança em rotas fluviais utilizadas para transporte regular de pessoas e mercadorias.
Até o momento, não houve divulgação oficial de prisões relacionadas ao episódio ocorrido nesta madrugada no Rio Madeira.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Reprodução / Rede Amazônica






