A consolidação da bioeconomia na Amazônia passa, cada vez mais, por modelos que unem produção sustentável, organização comunitária e valorização dos saberes da floresta. No centro desse movimento está a Inatú Amazônia, que desenvolve um modelo de negócios baseado na articulação com comunidades extrativistas e na transformação de insumos da biodiversidade em produtos de alto valor agregado.
A proposta da iniciativa é estruturar cadeias produtivas que conectem diretamente territórios amazônicos ao mercado, garantindo geração de renda e preservação ambiental ao mesmo tempo. O foco está no uso sustentável de ativos da floresta e na construção de uma economia que mantenha o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação.
A co-fundadora e administradora da Inatú Amazônia, Marisa Taniguchi, explica que o diferencial do modelo está na forma como ele integra produção e impacto social.
As comunidades hoje, você presta em fortalecer cadeias produtivas que geram renda para comunidades locais, sem deixar de lado a conservação ambiental”, afirma.
Segundo ela, a empresa nasceu de uma construção coletiva e vem evoluindo a partir da relação direta com territórios e organizações comunitárias.
A Inatú Amazônia nasceu de um projeto há cinco anos atrás, e ela começou desde o início desse projeto a trabalhar com as comunidades como uma área coletiva”, destaca.
O modelo envolve hoje associações e redes produtivas distribuídas em diferentes regiões do Amazonas, com atuação direta de centenas de famílias.
Nós trabalhamos com associações, são cinco associações que trabalham muito bem nisso, em uma base familiar, em uma comunidade. São mais de 400 pessoas diretamente envolvidas”, explica.
Marisa ressalta que o alcance da iniciativa vai além da produção imediata, envolvendo uma cadeia ampliada de impacto econômico e social.
Hoje são mais de 4 mil indivíduos que nós trabalhamos, além da madeira dentro de manejo florestal certificado”, afirma.
Dentro da lógica da bioeconomia, a empresa trabalha com insumos da sociobiodiversidade amazônica, como óleos vegetais e madeira de manejo sustentável, transformando esses ativos em produtos com valor de mercado e identidade regional.
A proposta é fortalecer um ecossistema produtivo em que a floresta se mantenha em pé, enquanto gera renda e autonomia para comunidades locais.
A Inatú Amazônia é uma empresa que nasce do território e da escuta. Trabalhamos junto com comunidades, associações, cooperativas e empreendimentos familiares para transformar a bioeconomia em algo estruturado, justo e duradouro. Quando existe método, governança e diálogo, a floresta permanece, o valor circula e o futuro deixa de ser promessa para virar caminho. Bioeconomia que nasce do território e segue em coletivo”, reforça a empresa.
O modelo também busca reduzir a dependência de intermediários e fortalecer a autonomia produtiva das comunidades envolvidas, criando uma rede mais estável de comercialização e distribuição.
A gente mantém comunidades e fortalece cadeias coletivas que geram impacto social e econômico direto”, completa Marisa.
A Inatú destaca ainda que o avanço da bioeconomia na região depende da consolidação de parcerias, inovação e valorização dos conhecimentos tradicionais associados ao uso da floresta.
O projeto conta com apoio de iniciativas ligadas à inovação e conservação ambiental no Amazonas.
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






