No estado, os números de violência contra a mulher continuam alarmantes. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que mais de 1.500 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, sendo que 87% não haviam registrado denúncia prévia ou obtido medidas protetivas. Para Caroline Braz, esses dados reforçam a necessidade de orientação jurídica e prevenção.
Em entrevista exclusiva ao programa Minuto a Minuto, da Jovem Pan News Manaus, a defensora explicou o funcionamento do Nudem e os projetos que vêm transformando a vida das mulheres no estado.
“O núcleo atua na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica… Ela pode vir direto aqui conosco para solicitar a medida protetiva. Temos psicólogas e assistentes sociais, equipe 100% feminina para que a mulher se sinta à vontade.”
Caroline destacou que, apesar da gravidade da situação no Amazonas, o acesso à rede de proteção tem avançado com a futura Casa da Mulher Brasileira, que reunirá serviços essenciais em um único local.
“Com a construção da Casa da Mulher Brasileira, vamos facilitar o acesso dessa mulher à justiça… terá Defensoria, Delegacia, Juizado, Ministério Público e todas as Secretarias de apoio.”
Ela também ressaltou o papel da educação e da prevenção na redução da violência, com projetos em escolas e na indústria.
“O projeto Jornada da Mulher na Indústria foca na prevenção… Levamos informação para fábricas, conscientizando homens e mulheres sobre violência. Homens têm participado, tirando dúvidas e aprendendo a respeitar os direitos das mulheres.”
O trabalho de conscientização desde a infância também é fundamental, segundo a defensora, para mudar a cultura de violência de gênero.
“Temos o projeto Parco por Elas, que faz palestras em escolas para conscientizar desde cedo meninos e meninas… Precisamos trabalhar a masculinidade para que a nova geração respeite as mulheres.”
Caroline comentou ainda sobre o impacto devastador do feminicídio e explicou seu projeto “Órfãos do Feminicídio”, vencedor do Prêmio Innovare, que atende crianças que perderam suas mães em crimes de gênero.
“Atendemos famílias que ficaram após o feminicídio. Fazemos acolhimento, atendimento psicológico, social e jurídico… Matriculamos crianças, garantimos pensão alimentícia e cuidamos da guarda.”
Ela reforçou que buscar ajuda é fundamental para prevenir tragédias.
“As mulheres que estão sobrevivendo são as mulheres que buscam ajuda. Procure a Defensoria Pública, tire dúvidas, faça a denúncia. A denúncia pode salvar vidas.”
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






