A Copa do Mundo de 2026 promete histórias curiosas além das disputas dentro de campo. Entre elas, um fato raro chama a atenção: quatro pares de irmãos participarão do torneio defendendo seleções diferentes, um cenário que reflete a influência das migrações familiares no futebol internacional.
O fenômeno não é inédito, mas continua incomum em uma competição do porte do Mundial. Os casos envolvem jogadores que, apesar dos laços familiares, optaram por representar países distintos em razão de suas origens, nacionalidades ou trajetórias esportivas.
Os irmãos que estarão em lados opostos
Desire Doue (França) e Guela Doue (Costa do Marfim)
Um dos exemplos mais conhecidos envolve os irmãos Doue. Nascidos na França, os dois seguiram caminhos diferentes no futebol de seleções. Enquanto Desire defenderá os franceses, Guela representará a Costa do Marfim, país de origem do pai da família.
Nico Williams (Espanha) e Inaki Williams (Gana)
Outra história de destaque é a dos irmãos Williams. Nico Williams ganhou projeção internacional após ser um dos protagonistas da conquista da Eurocopa de 2024 pela Espanha. Já Inaki Williams chegou a atuar em um amistoso pela seleção espanhola, mas posteriormente decidiu defender Gana, terra natal de seus pais.
Derrick Luckassen (Gana) e Brian Brobbey (Holanda)
A seleção ganesa também contará com Derrick Luckassen, convocado de última hora para substituir um jogador lesionado. Ele terá uma situação peculiar no torneio: dividirá o Mundial com seu meio-irmão, Brian Brobbey, atacante da Holanda. Os dois possuem a mesma mãe, mas pais diferentes.
Harry Souttar (Austrália) e John Souttar (Escócia)
Outro caso envolve os irmãos Souttar. Nascidos em Aberdeen, na Escócia, eles têm mãe australiana. Harry Souttar optou por representar a Austrália há sete anos, após passagem pelas categorias de base escocesas. Já John Souttar permaneceu defendendo a seleção da Escócia.
O único precedente na história das Copas
Embora quatro famílias estejam representadas por seleções diferentes nesta edição do torneio, os confrontos entre irmãos em Copas do Mundo são extremamente raros.
O único caso registrado aconteceu com Jerome Boateng e seu meio-irmão mais velho, Kevin-Prince Boateng. Em 2010, os dois ficaram frente a frente quando Alemanha e Gana se enfrentaram na fase de grupos. A partida terminou com vitória alemã por 1 a 0, em Joanesburgo.
Quatro anos depois, os irmãos voltaram a se encontrar em uma Copa do Mundo. Desta vez, o duelo ocorreu em Fortaleza e terminou empatado por 2 a 2.
Agora, com quatro pares de irmãos espalhados entre diferentes seleções, o Mundial de 2026 acrescenta mais um capítulo a uma das curiosidades mais singulares da história do futebol internacional.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: X/@Cotedivoireoff_






