Festival Folclórico do Amazonas começa com maior investimento da história e expectativa de recorde de público

Evento reúne quadrilhas, cirandas, danças regionais e bois-bumbás no Centro Cultural dos Povos da Amazônia e segue até o dia 20 de junho.

O 68º Festival Folclórico do Amazonas já está movimentando o cenário cultural da capital amazonense. A abertura da programação aconteceu nesta semana no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na zona Sul de Manaus, marcando o início de mais uma edição de um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural do estado.

Com apresentações previstas até o dia 20 de junho, o festival reúne grupos das categorias Bronze e Prata, levando ao público uma programação marcada por quadrilhas tradicionais, quadrilhas cômicas, danças nordestinas, cirandas, bois-bumbás e diversas manifestações que ajudam a preservar a identidade cultural do Amazonas.

Maior investimento já realizado

A edição de 2026 chega cercada de expectativa após receber o maior volume de recursos da história do festival.

Neste ano, os grupos da categoria Prata receberam R$ 21.780 cada em recursos de fomento, totalizando mais de R$ 1 milhão em investimentos. Já as agremiações da categoria Bronze foram contempladas com R$ 9.680 cada, somando mais de R$ 400 mil.

O aporte financeiro tem como objetivo fortalecer os grupos folclóricos, garantir melhores condições para as apresentações e incentivar a continuidade de manifestações culturais tradicionais.

Segundo a organização, o investimento também contribui para a geração de renda de costureiras, cenógrafos, músicos, artesãos e demais profissionais envolvidos na cadeia produtiva da cultura popular.

Tradição que atravessa gerações

Além dos espetáculos apresentados na arena, o festival também carrega histórias de famílias inteiras que mantêm viva a tradição folclórica ao longo das décadas.

É o caso da brincante Eliane Alves, de 59 anos, que participa das apresentações há mais de duas décadas e acompanhou diferentes gerações da família dentro dos grupos folclóricos.

Segundo ela, a paixão pelas danças começou ainda nos tempos dos antigos tablados montados na antiga Bola da Suframa e atravessou filhos, netos e agora segue em sua própria trajetória como brincante.

A presença de jovens também reforça a renovação do movimento cultural. Para muitos participantes, a oportunidade de subir ao palco representa a realização de um sonho construído ao longo de meses de ensaios e preparação.

Grupos retornam após anos longe dos palcos

Uma das histórias que chamam atenção nesta edição é a do grupo Dança Nordestina Cangaceiros de Thianguá, que retorna às apresentações após duas décadas afastado do festival.

A retomada exigiu a formação de novos pares e a reconstrução da agremiação praticamente do zero. O trabalho envolveu meses de preparação para que o grupo pudesse voltar a integrar a programação do evento.

Outras agremiações também chegam embaladas pela expectativa de conquistar espaço e reconhecimento dentro do movimento folclórico amazonense.

Programação segue até 20 de junho

Durante as próximas semanas, milhares de pessoas devem passar pelo Centro Cultural dos Povos da Amazônia para acompanhar as apresentações.

A programação gratuita reúne grupos de diferentes zonas da cidade e promete transformar o espaço em um grande palco para a celebração da cultura popular amazonense.

Com quase sete décadas de história, o Festival Folclórico do Amazonas segue como uma das principais vitrines das tradições culturais do estado, reunindo brincantes, artistas e o público em torno de manifestações que atravessam gerações e ajudam a preservar a identidade da região.

 

Com Informações da Assessoria
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus