Governo Lula avalia prorrogar subsídio ao diesel para evitar alta de preços e greve

Benefício de R$ 2,12 por litro tem validade até 26 de novembro de 2026. Medida busca conter a inflação e reduzir o risco de uma nova paralisação de caminhoneiros

O governo federal estuda estender novamente o subsídio concedido ao diesel para evitar que uma eventual alta no preço do combustível pressione a inflação e provoque insatisfação entre os caminhoneiros. A informação foi divulgada em coluna jornalística que aponta a possibilidade de uma nova prorrogação do benefício.

Atualmente, a subvenção garante um auxílio de R$ 2,12 por litro comercializado, com validade até 26 de novembro de 2026. O mecanismo utiliza recursos da União para reduzir os custos das empresas participantes do programa e, consequentemente, contribuir para manter os preços cobrados dos consumidores.

Governo busca evitar aumento dos combustíveis

A manutenção do benefício está relacionada a duas preocupações econômicas e políticas. A primeira é impedir que uma elevação no preço do diesel tenha impacto sobre a inflação, especialmente nos custos de transporte e distribuição de mercadorias.

A segunda envolve o risco de uma mobilização nacional de caminhoneiros. O governo busca evitar uma paralisação semelhante à registrada em 2018, quando protestos contra os preços dos combustíveis provocaram uma greve que afetou o abastecimento e diversos setores da economia brasileira.

O diesel tem papel importante no transporte rodoviário de cargas, o que faz com que alterações no preço do combustível possam repercutir sobre diferentes atividades econômicas.

Subsídio de R$ 2,12 por litro vai até novembro

A prorrogação mais recente estabeleceu a continuidade da subvenção até 26 de novembro deste ano, mantendo o valor de R$ 2,12 por litro.

O programa é financiado com recursos arrecadados por meio do imposto de exportação incidente sobre o petróleo. A iniciativa busca compensar parte dos custos das empresas participantes, contribuindo para reduzir a pressão sobre os preços do combustível.

Segundo as informações divulgadas, a continuidade do benefício é considerada certa na Petrobras, embora uma nova prorrogação ainda dependa de encaminhamentos do governo.

Medida é questionada na Justiça Eleitoral

Além dos impactos econômicos, a política de subsídios também enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral.

O Partido Novo apresentou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, sob alegação de abuso de poder político.

A legenda questiona a prorrogação do benefício anunciada em 25 de setembro, nove dias antes do primeiro turno das eleições. Na ocasião, o governo estendeu o subsídio de R$ 2,12 por litro até 26 de outubro, data posterior ao segundo turno. Posteriormente, houve uma nova extensão do prazo até 26 de novembro.

Na ação, o partido sustenta que medidas econômicas adotadas durante o período eleitoral poderiam ter favorecido politicamente o presidente. As alegações fazem parte do processo e dependem de análise da Justiça Eleitoral.

Custo previsto chega a R$ 40 bilhões

A dimensão financeira da política também chama atenção. A estimativa apresentada para o custo da subvenção em 2026 é de aproximadamente R$ 40 bilhões.

Uma eventual nova prorrogação deverá manter o tema no centro das discussões sobre política econômica, preços dos combustíveis e utilização de recursos públicos.

O governo busca equilibrar a necessidade de conter os custos do diesel e seus efeitos sobre a inflação com as despesas envolvidas na manutenção do programa.

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Reprodução