O Grupo Jurubebas de Teatro inicia a temporada de 2026 em São Paulo com o espetáculo “A Ilha Profana do Cantagalo”, representando o Amazonas na 8ª Mostra A_ponte – Cena do Teatro Universitário, promovida pelo Itaú Cultural. A apresentação marca a primeira participação do grupo no evento, que busca aproximar estudantes e artistas da cena teatral brasileira.
O espetáculo “A Ilha Profana do Cantagalo” narra a história de uma criança que se torna um “encantado” ao descobrir que sua avó é uma rasga mortalha, personagem do folclore amazônico ligado à morte. A trama acompanha sua busca pelos pais, possivelmente desaparecidos em uma ilha encantada no rio Madeira.
Contemplada pelo Rumos Itaú Cultural 2023-2024, a obra foi desenvolvida a partir de pesquisas sobre o ritmo do Gambá na cidade de Borba, explorando contos e lendas da região ribeirinha do Acará. A montagem utiliza narrativas musicais do Gambá para criar uma experiência teatral única. “A Ilha Profana do Cantagalo” recebeu duas indicações ao Prêmio Cenym 2025, nas categorias Melhor Grupo de Teatro e Melhor Direção de Movimento, assinada por Talita Menezes. Após seis meses da estreia, a peça já circulou por festivais em São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, com planos de expansão pelo Brasil.
Além desta estreia nacional, o Grupo Jurubebas prepara a circulação de dois espetáculos no interior do Amazonas. As obras “Tucumã & Buriti” e “Desassossego”, premiadas pela Lei Aldir Blanc, terão apresentações em cidades da região metropolitana de Manaus ainda no primeiro semestre de 2026.
O diretor Felipe Maya Jatobá afirma que o grupo busca consolidar a pluralidade da produção cultural amazônica. “’A Ilha Profana’ inicia o circuito nacional em um dos eventos mais relevantes do teatro brasileiro, promovendo intercâmbios e fortalecendo a presença da cultura nortista”, destaca.
Trajetória do grupo:
Fundado há nove anos, o Grupo Jurubebas de Teatro é referência na cena teatral do Norte do Brasil, tendo recebido o prêmio de Melhor Grupo de Teatro do Brasil na 23ª edição do Prêmio Cenym de Teatro Nacional. Contemplado pela Bolsa Funarte Myriam Muniz e pelo Rumos Itaú Cultural, o grupo já circulou por mais de 30 cidades em todas as regiões do país nos últimos quatro anos.
Além das apresentações, a companhia mantém projetos de formação artística, como o curso “Jovens Produtores” e o “Projeto Watsu”, voltados a comunidades periféricas de Manaus. No último Festival de Teatro da Amazônia, o grupo recebeu oito indicações e cinco prêmios pelo espetáculo “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã-açú”.
Ficha técnica de “A Ilha Profana do Cantagalo”:
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Direção Geral e dramaturgia: Felipe Jatobá
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Direção de movimento: Talita Menezes
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Figurinos e adereços: Aldeir Farias e Henrique Dias
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Direção de elenco: Jean Palladino
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Trilha sonora: Otávio Di Borba
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Elenco: Robert Moura, Leandro Paz, Paulo Oliveira e Nicka
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Fotografias: Tabata Barbosa
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Oficinas artísticas: Thaís Kokama, Mara Pacheco e Otávio Di Borba
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Mestre Gambazeiro: Antônio Miguel
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Produção executiva: Robert Moura e Felipe Maya Jatobá
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.





