A emoção que costuma tomar conta dos estádios quando o Hino Nacional Brasileiro é executado antes das partidas ganhou reconhecimento internacional durante a Copa do Mundo de 2026. Em uma análise publicada pelo site americano The Athletic, braço esportivo do New York Times, a composição brasileira foi apontada como a melhor entre os 48 países participantes do torneio.
O levantamento avaliou os hinos nacionais presentes na competição e ressaltou que a escolha tem caráter subjetivo. Ainda assim, os responsáveis pelo ranking defenderam que “existe uma certa lógica sobre o que faz um bom hino nacional”. Segundo a publicação, o ideal é reunir “canções emocionantes e apaixonadas, com as quais jogadores e torcedores realmente se envolvam” e que, “independentemente da nacionalidade, façam você querer se levantar e gritar”.
A canção brasileira recebeu elogios pela combinação entre a letra de Joaquim Osório Duque Estrada e a melodia composta por Francisco Manoel da Silva. Entre os destaques citados está a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”, considerada um dos pontos altos da obra.
Embora o texto observe que a execução concentra muitas palavras em um curto espaço de tempo, a análise valoriza trechos que fazem referência à bravura nacional, como as passagens sobre “não temer a batalha”, “um colosso destemido” e “pátria amada”.
Com nota 9 de 10 no quesito emoção, o hino brasileiro, cuja melodia foi criada em 1831, foi descrito como uma das maiores composições do gênero em todo o mundo. Para os avaliadores, o verso “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce” representa o momento mais marcante da canção.
A publicação também observou que, em diversos casos, a participação das torcidas contribui para elevar o impacto dos hinos nacionais. Os exemplos citados foram Estados Unidos e Escócia, cujas músicas ganham força pela forma apaixonada como são cantadas pelos torcedores durante os jogos.
Entre os países sul-americanos, o Equador apareceu na sexta posição, seguido pela Argentina, em sétimo, e pelo Uruguai, em nono lugar. O hino uruguaio foi comparado a algo saído de “O Mágico de Oz”, mas com uma “genuína jornada musical de alegria”. Já a composição argentina foi destacada pelo forte apelo emocional.
A Colômbia alcançou a quarta colocação. O hino colombiano foi classificado como “magnífico” e recebeu elogios pela sua construção poética e pela “longa introdução de trompetes vibrantes”. O trecho “Independência!, clama o mundo americano; banhada pelo sangue dos heróis, a terra de Colombo” foi apontado como o mais representativo da composição.
Na outra ponta da lista, a Inglaterra ocupou a última posição do ranking. O hino inglês foi descrito como “horrível”, marcado por “pompa cerimonial enfadonha” e uma “melodia que se arrasta impiedosamente”. A Jordânia também recebeu críticas pela repetição de notas em sua composição, enquanto Espanha e Bósnia e Herzegovina foram mencionadas negativamente por utilizarem hinos sem letra.
O reconhecimento internacional reforça a tradição do Hino Nacional Brasileiro nos grandes eventos esportivos, especialmente em partidas da Seleção, quando é comum que os torcedores continuem cantando mesmo após o encerramento da execução oficial da música.
Por Victoria medeiros, da Redação da jovem Pan News Manaus
Foto: Reuters/Vincent Carchietta






