Ibama apreende R$ 8,7 milhões em bens durante operação no AM

Ação fiscalizou embarcações nos rios Amazonas, Negro e Solimões e aplicou R$ 595 mil em multas por irregularidades ambientais

O Ibama apreendeu R$ 8,7 milhões em bens e aplicou R$ 595 mil em multas durante uma operação de fiscalização realizada, em novembro, nos rios Amazonas, Negro e Solimões. A ação ocorreu em Manacapuru, Iranduba e Manaus e teve como foco embarcações que transportavam combustíveis e outros produtos perigosos sem autorização ou fora das normas de segurança.

As equipes identificaram irregularidades como transporte clandestino de combustíveis em áreas proibidas, mercadorias escondidas em barcos de passageiros, documentos ausentes ou incompatíveis, além de rotas divergentes das declaradas em notas fiscais. Equipamentos usados em garimpos ilegais — entre eles motobombas e tubulações — também foram apreendidos.

Embarcações em condições precárias e combustíveis sem nota fiscal, como gasolina e diesel, foram recolhidos. Após testes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), parte do material foi repassada a órgãos públicos do Amazonas, por apresentar risco e não poder permanecer armazenada.

Para servidores envolvidos na operação, o trabalho atinge diretamente grupos que abastecem atividades ilegais em áreas sensíveis da região.
“O maior impacto da operação é enfraquecer as redes criminosas ligadas ao comércio ilegal de combustíveis, muitas vezes usadas para abastecer áreas de desmatamento e garimpo ilegal”, afirmou um fiscal.

Os responsáveis pelas embarcações autuadas responderão ao Ibama, à Marinha, à ANP e à Secretaria da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM).

A ação reuniu equipes de vários estados, como Roraima, Rondônia, Pará e Bahia, e contou com apoio da Marinha, da Polícia Civil, da Polícia Militar Ambiental, da ANP e da Sefaz-AM. O navio-patrulha Raposo Tavares auxiliou as abordagens em trechos estratégicos.

A atuação conjunta foi destacada pelos servidores como fator decisivo para o resultado.

“Foi notável a capacidade de atuação integrada para reduzir riscos e proteger vidas e o meio ambiente”, avaliou um fiscal, defendendo que operações semelhantes ocorram em outras hidrovias do país.

 

 

Com Informações do G1 Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus